Igreja Batista Memorial em Jardim Catarina

Discípulos Contagiantes

DISCÍPULOS CONTAGIANTES

mensagem pregada pelo Pr. Acyr Júnior

“A mão do Senhor estava com eles, e muitos creram e se converteram ao Senhor. Notícias desse fato chegaram aos ouvidos da igreja em Jerusalém, e eles enviaram Barnabé a Antioquia. Este, ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o coração. Ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé; e muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor. Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos.” (Atos 11.21-26)

“Não se contagia ninguém com a mensagem do Evangelho sendo apenas um consumidor de celebrações.”

Um discípulo contagiante não vive de qualquer maneira. Por isso, hoje, quero fazer menção de um homem que não abriu mão de ser um discípulo contagiante. Mas, para que isso acontecesse, ele não viveu de qualquer maneira. Seu exemplo de vida contagiou as pessoas do seu tempo e chegou até nós. Seu nome? Barnabé. Olhando para a vida de Barnabé podemos observar algumas marcas que devem fazer parte de alguém que deseja ser um discípulo contagiante. Que marcas são essas?

Discípulos contagiantes…

1. São ENCORAJADORES.

“Este, ali chegando e vendo a graça de Deus, ficou alegre e os animou a permanecerem fiéis ao Senhor, de todo o coração.” (Atos 11.23)

Barnabé não criou obstáculos para receber os gentios na comunhão da igreja nem ergueu muros de preconceito por causa de dificuldades judaicas. Ao contrário, ele alegrou-se ao ver a graça de Deus prosperando e agindo na vida dos gentios e exortou todos a permanecerem firmes no Senhor. Barnabé era um discípulo contagiante que amava encorajar as pessoas. Ser encorajador é parte fundamental de um discipulado contagiante e eficaz. O encorajador busca fortalecer a fé dos seus irmãos, incentivando-os a permanecerem firmes mesmo em meio às dificuldades da vida. O encorajador incentiva os outros a dedicarem totalmente suas vidas a Deus.

“Discípulos contagiantes criam um ambiente onde os outros se sintam fortalecidos, apoiados e amados.”

Discípulos contagiantes…

2. São marcados pela sua BONDADE.

“Ele era um homem bom…” (Atos 11.24a)

A vida de Barnabé era a base de sustentação do seu ministério. Barnabé é descrito como um “homem bom”, indicando não apenas a qualidade de suas ações, mas a essência de seu caráter. A vida de Barnabé ilustra que os discípulos contagiantes são aqueles que emanam bondade de maneira consistente. A bondade é uma qualidade essencial que ressoa de maneira contagiosa, influenciando positivamente a vida daqueles ao nosso redor.

A bondade de Barnabé também se manifestava através da sua generosidade. Seu exemplo de vender um campo e ofertar os recursos para a comunidade cristã reflete não apenas um gesto isolado de bondade, mas um padrão de generosidade que caracterizava sua vida. Atos 4 relata o seguinte: “José, um levita de Chipre a quem os apóstolos deram o nome de Barnabé, que significa encorajador, vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos.” (Atos 4.36-37).

Discípulos contagiantes…

3. São cheios do ESPÍRITO SANTO.

“Ele era um homem […] cheio do Espírito Santo…” (Atos 11.24b)

“É impossível ser um discípulo contagiante sem ser marcado por uma plena e constante dependência do Espírito Santo em sua vida.”

Barnabé era um homem vazio de si mesmo e cheio do Espírito Santo. O enchimento do Espírito Santo na vida de Barnabé não apenas o capacitava a realizar obras extraordinárias, mas também moldava seu caráter e suas atitudes. Discípulos contagiantes, como Barnabé, buscam a plenitude do Espírito não apenas para manifestar dons espirituais, mas também para demonstrar o fruto do Espírito, como amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Sobre o enchimento do Espírito Santo, o apóstolo Paulo deixou um imperativo para os crentes da igreja de Éfeso: “Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito.” (Efésios 5.17-18).

Discípulos contagiantes…

4. Possuem uma FÉ INABALÁVEL.

“Ele era um homem […] de fé; e muitas pessoas foram acrescentadas ao Senhor.” (Atos 11.24c)

Barnabé não caminhava segundo o seu entendimento, mas pela fé. O resultado é que muita gente se uniu ao Senhor. O Evangelho, quando contagiado pelo exemplo, produz resultados extraordinários. A vida de Barnabé reflete não apenas uma fé superficial, mas uma fé profunda e inabalável em Deus e nos princípios do Evangelho.

“A fé inabalável é um fundamento sólido na vida de discípulos contagiantes.”

Discípulos contagiantes, como Barnabé, possuem uma fé que vai além das circunstâncias externas. Independentemente das adversidades, desafios ou incertezas, a fé inabalável mantém o discípulo firme em sua confiança em Deus. Essa confiança não é baseada apenas naquilo que se pode ver, mas na certeza das promessas divinas e na fidelidade de Deus. A Bíblia diz: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” (Hebreus 11.6).

Discípulos contagiantes…

5. Demonstram profunda HUMILDADE.

“Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo e, quando o encontrou, levou-o para Antioquia. Assim, durante um ano inteiro Barnabé e Saulo se reuniram com a igreja e ensinaram a muitos. Em Antioquia, os discípulos foram pela primeira vez chamados cristãos.” (Atos 11.25-26)

Barnabé é um exemplo notável de humildade entre os discípulos. Barnabé também buscou em Tarso o homem que se tornaria o maior pioneiro do cristianismo. Barnabé já havia investido em Paulo quando todos o desprezaram em Jerusalém. Barnabé Sabia do chamado de Paulo aos gentios. Barnabé abriu mão de sua primazia na obra missionária entre os gentios e buscou alguém mais capacitado do que ele para assumir essa liderança. Demonstrando profunda humildade, não hesitou em procurar Paulo e colocá-lo no centro do palco da obra missionária. Discípulos contagiantes demonstram humildade ao reconhecerem que o Reino de Deus não é uma empreitada individual, mas uma obra coletiva.

“A humildade não apenas enriquece a vida do discípulo contagiante, mas também cria um ambiente propício para influenciar positivamente aqueles ao seu redor.”

Conclusão:

Discípulos contagiantes que encorajam, que são marcados pela bondade, que são cheios do Espírito Santo, que possuem uma fé inabalável e que demonstram profunda humildade, não desperdiçam oportunidades. Portanto, não seja um fósforo apagado neste tempo. Acenda sua chama e contagie outras pessoas com a mesma mensagem que marcou de forma drástica a sua vida.

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