Ninguém Deu Importância às Lágrimas de Ana no Templo, Mas Deus Sim
SÉRIE “DEUS SE IMPORTA” | 01/05
NINGUÉM DEU IMPORTÂNCIA ÀS LÁGRIMAS DE ANA NO TEMPLO, MAS DEUS SIM
“Havia certo homem de Ramataim, zufita, dos montes de Efraim, chamado Elcana, filho de Jeroão, neto de Eliú e bisneto de Toú, filho do efraimita Zufe. Ele tinha duas mulheres; uma se chamava Ana, e a outra Penina. Penina tinha filhos, Ana, porém, não tinha. Todos os anos esse homem subia de sua cidade a Siló para adorar e sacrificar ao Senhor dos Exércitos. Lá, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli, eram sacerdotes do Senhor. No dia em que Elcana oferecia sacrifícios, dava porções à sua mulher Penina e a todos os filhos e filhas dela. Mas a Ana dava uma porção dupla, porque a amava, mesmo que o Senhor a houvesse deixado estéril. E porque o Senhor a tinha deixado estéril, sua rival a provocava continuamente, a fim de irritá-la. Isso acontecia ano após ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, sua rival a provocava e ela chorava e não comia. Elcana, seu marido, lhe perguntava: Ana, por que você está chorando? Por que não come? Por que está triste? Será que eu não sou melhor para você do que dez filhos? Certa vez quando terminou de comer e beber em Siló, estando o sacerdote Eli sentado numa cadeira junto à entrada do santuário do Senhor, Ana se levantou e, com a alma amargurada, chorou muito e orou ao Senhor. E fez um voto, dizendo: Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados. Enquanto ela continuava a orar diante do Senhor, Eli observava sua boca. Como Ana orava silenciosamente, seus lábios se mexiam mas não se ouvia sua voz. Então Eli pensou que ela estivesse embriagada e lhe disse: Até quando você continuará embriagada? Abandone o vinho! Ana respondeu: Não se trata disso, meu senhor. Sou uma mulher muito angustiada. Não bebi vinho nem bebida fermentada; eu estava derramando minha alma diante do Senhor. Não julgues tua serva uma mulher vadia; estou orando aqui até agora por causa de minha grande angústia e tristeza. Eli respondeu: Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu. Ela disse: Espero que sejas benevolente para com tua serva! Então ela seguiu seu caminho, comeu, e seu rosto já não estava mais abatido. Na manhã seguinte, eles se levantaram e adoraram ao Senhor; então voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com sua mulher Ana, e o Senhor se lembrou dela. Assim Ana engravidou e, no devido tempo, deu à luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel, dizendo: Eu o pedi ao Senhor.” (1 Samuel 1.1-20)
Eenquanto ninguém deu importância às lágrimas de Ana, Deus as recolhia como uma oferta de fé. Da mesma forma, pode ser que ninguém dê importância às suas lágrimas, mas Deus sim. Ele vê, Ele ouve e Ele também recebe o seu choro como uma oferta de fé. E o que podemos aprender a partir da experiência de Ana?
Deus deu importância às lágrimas de Ana porque…
1. Elas nasceram de uma DOR REAL.
“E porque o Senhor a tinha deixado estéril, sua rival a provocava continuamente, a fim de irritá-la. Isso acontecia ano após ano. Sempre que Ana subia à casa do Senhor, sua rival a provocava e ela chorava e não comia.” (1 Samuel 1.6,7)
As lágrimas de Ana tinham uma origem legítima. Não eram resultado de capricho ou de frustração passageira, eram fruto de uma dor profunda e verdadeira. Ela sofria com a esterilidade, com a comparação e com a rejeição. Até mesmo seu marido Elcana quis ajudar, mas não foi capaz de compreender a dor do coração de Ana. Ana chorava não porque queria chamar a atenção, mas porque seu coração estava ferido e humilhado. E ainda assim, mesmo chorando, ela continuava indo ao templo. Ela não se afastou de Deus por causa da dor; ela correu para Deus por causa da dor.
“A dor que o homem ignora é a dor que Deus transforma em propósito.”
Deus deu importância às lágrimas de Ana porque…
2. Elas foram derramadas em ORAÇÃO.
“E, com a alma amargurada, chorou muito e orou ao Senhor. E fez um voto, dizendo: Ó Senhor dos Exércitos, se tu deres atenção à humilhação de tua serva, te lembrares de mim e não te esqueceres de tua serva, mas lhe deres um filho, então eu o dedicarei ao Senhor por todos os dias de sua vida, e o seu cabelo e a sua barba nunca serão cortados. Enquanto ela continuava a orar diante do Senhor, Eli observava sua boca.” (1 Samuel 1.10-12)
Observe que o texto não diz apenas que Ana chorou, mas que “orou chorando”. Suas lágrimas estavam misturadas com a sua fé. A amargura da alma não a empurrou para longe de Deus, mas a levou para mais perto Dele. Ela não desabafou com pessoas, ela falou com o Senhor dos Exércitos, o único que podia transformar sua realidade. Ana orou em silêncio. Seus lábios se moviam, mas sua voz não se ouvia. Eli, o sacerdote, a observava e pensou que ela estivesse embriagada. Imagine o cenário: uma mulher chorando, orando baixinho e sendo julgada até dentro do templo. Mas, mesmo assim, ela permaneceu firme diante de Deus.
“O céu se move quando um coração quebrantado ora com sinceridade.”
Deus deu importância às lágrimas de Ana porque…
3. Elas revelaram um CORAÇÃO que confiava na RESPOSTA dele.
“Eli respondeu: Vá em paz, e que o Deus de Israel lhe conceda o que você pediu. Ela disse: Espero que sejas benevolente para com tua serva! Então ela seguiu seu caminho, comeu, e seu rosto já não estava mais abatido. Na manhã seguinte, eles se levantaram e adoraram ao Senhor; então voltaram para casa, em Ramá. Elcana teve relações com sua mulher Ana, e o Senhor se lembrou dela. Assim Ana engravidou e, no devido tempo, deu à luz um filho. E deu-lhe o nome de Samuel, dizendo: Eu o pedi ao Senhor.” (1 Samuel 1.17-20)
Há um detalhe precioso nesse texto: Ana saiu do templo com o semblante transformado. Ela ainda não tinha o filho nos braços, mas já tinha a paz no coração. Ela não viu o milagre acontecer naquele momento, mas já tinha recebido a certeza de que Deus tinha ouvido o seu clamor. O que mudou não foi a sua situação, foi o seu interior.
“A oração sincera não muda apenas as circunstâncias; ela muda primeiro quem ora.”
Ana saiu alimentada e com o rosto sereno porque entendeu que o controle agora estava nas mãos de Deus. E, pouco tempo depois, o milagre chegou. Ela concebeu Samuel, cujo nome significa “eu pedi ao Senhor”, ou seja, uma lembrança viva de que Deus ouve orações.
Conclusão:
O mesmo Deus que deu importância às lágrimas de Ana está vendo as suas lágrimas hoje. Ele não ignora o que te faz chorar. Ele conhece o peso do que você carrega e está preparando um Samuel para nascer a partir da sua fé.
“As lágrimas que o mundo despreza são as mesmas que o céu valoriza.”
Portanto, continue derramando suas lágrimas em oração, continue crendo porque, um dia, você será capaz de fazer a mesma declaração que Ana fez: “Era este menino que eu pedia, e o Senhor concedeu-me o pedido.” (1 Samuel 1.27)