Nunca Foi o Barro
É TUDO SOBRE JESUS | 03/04
NUNCA FOI O BARRO
mensagem pregada pelos Pastores Marcelo Coelho & Clayton Lista
“Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: ‘Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?’. Disse Jesus: ‘Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele. Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo’. Tendo dito isso, ele cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem. Então lhe disse: ‘Vá lavar-se no tanque de Siloé’ (que significa Enviado). O homem foi, lavou-se e voltou vendo. Seus vizinhos e os que anteriormente o tinham visto mendigando perguntaram: ‘Não é este o mesmo homem que costumava ficar sentado, mendigando?’. Alguns afirmavam que era ele. Outros diziam: ‘Não, apenas se parece com ele’. Mas ele próprio insistia: ‘Sou eu mesmo’. ‘Então, como foram abertos os seus olhos?’, interrogaram-no eles. Ele respondeu: ‘O homem chamado Jesus misturou terra com saliva, colocou-a nos meus olhos e me disse que fosse lavar-me em Siloé. Fui, lavei-me, e agora vejo’. Eles lhe perguntaram: ‘Onde está esse homem?’. ‘Não sei’, disse ele.” (João 9.1–12)
Essa história não é sobre um novo método de cura, não é sobre o barro, não é sobre o tanque de Siloé. É sobre Jesus encontrando alguém exatamente onde ele está. É sobre o olhar de Cristo que transforma dor em propósito. Por isso, ao olhar para esse texto, podemos extrair lições preciosas que têm o poder de nos abençoar profundamente. A pergunta é: o que esse texto nos ensina? Quais lições encontramos nele ao percebermos que nunca foi o barro nos olhos do cego que fez o milagre acontecer?
Nunca foi o barro nos olhos do cego…
- Foi o olhar de Jesus que deu um novo sentido a dor.
“Ao passar, Jesus viu um cego de nascença. Seus discípulos lhe perguntaram: ‘Mestre, quem pecou: este homem ou seus pais, para que ele nascesse cego?’ Disse Jesus: ‘Nem ele nem seus pais pecaram, mas isto aconteceu para que a obra de Deus se manifestasse na vida dele’.’” (João 9.1–3)
O texto começa destacando algo fundamental: Jesus viu. Ele não apenas olhou, Ele percebeu. Jesus não passou indiferente àquela realidade. Enquanto os discípulos enxergavam um problema a ser explicado — “Quem pecou: ele ou seus pais?” — Jesus enxergava uma história a ser redimida. Jesus não está dizendo que Deus causou o sofrimento, mas está afirmando que Deus pode usar até mesmo aquilo que não escolhemos viver para manifestar Sua obra.
“O sofrimento não define o fim da história; ele pode ser o cenário onde a graça se revela.”
Nunca foi o barro nos olhos do cego…
- Foi a confiança na Palavra de Jesus em meio ao processo.
“Tendo dito isso, ele cuspiu no chão, misturou terra com saliva e aplicou-a aos olhos do homem. Então lhe disse: ‘Vá lavar-se no tanque de Siloé’ (que significa Enviado). O homem foi, lavou-se e voltou vendo.” (João 9.6–7)
Aqui o texto nos conduz para o momento do agir de Jesus. O método utilizado parece estranho, inesperado e até ilógico. Barro nos olhos de alguém que já não enxerga não parece solução. No entanto, Jesus não está interessado em impressionar com métodos, mas em gerar fé por meio da obediência. O milagre não acontece imediatamente quando o barro é aplicado. O texto deixa claro que o processo envolve uma ordem e uma resposta. Jesus fala, e o homem decide confiar. Mesmo sem ver, ele anda. Mesmo sem entender, ele obedece. A fé dele se manifesta na ação.
Nunca foi o barro nos olhos do cego…
- Foi o encontro com Jesus que transformou a dor em testemunho.
“Seus vizinhos e os que anteriormente o tinham visto mendigando perguntaram: ‘Não é este o mesmo homem que costumava ficar sentado, mendigando?’. Alguns afirmavam que era ele. Outros diziam: ‘Não, apenas se parece com ele’. Mas ele próprio insistia: ‘Sou eu mesmo’. ‘Então, como foram abertos os seus olhos?’, interrogaram-no eles. Ele respondeu: ‘O homem chamado Jesus misturou terra com saliva, colocou-a nos meus olhos e me disse que fosse lavar-me em Siloé. Fui, lavei-me, e agora vejo’. Eles lhe perguntaram: ‘Onde está esse homem?’ ‘Não sei’, disse ele.” (João 9.8–12)
O impacto do milagre é tão grande que gera confusão entre as pessoas que conviviam com aquele homem. A transformação é tão visível que alguns têm dificuldade de acreditar. Quando Jesus muda alguém, a mudança não passa despercebida. O testemunho daquele homem é simples e direto. Ele não entra em discussões teológicas, não tenta explicar o método, nem defende argumentos complexos. Ele apenas compartilha o que viveu. Sua experiência com Jesus fala mais alto do que qualquer explicação.
Conclusão:
João capítulo 9 nos ensina lições profundas para os dias de hoje. Jesus vê quando ninguém vê. Jesus para quando todos passam. Jesus age quando ninguém acredita mais. Ele transforma dor em propósito, processo em testemunho e limitação em nova identidade. No fim das contas, a mensagem é clara: nunca foi o barro, nunca foi o método, nunca foi o tanque. Sempre foi Jesus. E quando Jesus passa, nenhuma história permanece a mesma. Do começo ao fim, é tudo sobre Jesus.