Protegendo as Áreas de Vulnerabilidade da Vida

PROTEGENDO AS ÁREAS VULNERÁVEIS DA VIDA
mensagem pregada pelo Pr. Marcelo Coelho Fernandes
“Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Marcos 14.38)
Vulnerabilidade é a característica de quem ou do que é vulnerável, ou seja, frágil, delicado e fraco. Vulnerável é algo ou alguém que está suscetível a ser ferido, ofendido ou tocado. A vulnerabilidade é uma particularidade que indica um estado de fraqueza, que pode se referir tanto ao comportamento das pessoas, como objetos, situações, ideias e etc.
A proposta dessa ministração é mostrar o quanto somos vulneráveis, frágeis, delicados, fracos e sujeitos a cair. Ninguém aqui é um super-herói, uma pessoa imbatível. Entenda uma coisa: se você é um ser humano, você é vulnerável. Como vulneráveis que somos, é importante entendermos que travamos uma luta diária contra as tentações e os pecados, e, infelizmente, muitas vezes perdemos essas batalhas.
O tentador, nessa batalha, tem como objetivo levar-nos a pecar e seu alvo principal é atacar as áreas vulneráveis da nossa existência. Não adianta você se fazer de forte, você é altamente vulnerável. Os grandes generais de guerra ensinam que uma das coisas mais importantes para se vencer uma guerra é conhecer o inimigo. Por isso, precisamos conhecer melhor os inimigos da pureza e da santidade.
A nossa verdadeira luta é contra:

  • Nossa carne – (desejos)
  • O mundo – (sistema controlado pelo mal)
  • E o diabo – (nosso adversário)

Então, como é possível proteger as áreas vulneráveis da nossa vida? Como posso viver sem ceder às tentações da carne, do mundo e do diabo?
Para proteger as áreas vulneráveis de sua vida…
1. Aprenda a ser mais VIGILANTE
“Vigiem…”
Vigiar é estar atento, é estar apercebido das coisas. Vigiar é estar em atenção constante. Você está sendo tentado? Tem alguma área em sua vida em que você está mais vulnerável? Vigie! Precisamos ser vigilantes porque há situações em nossas vidas que nos deixam mais vulneráveis a tentações. São situações preparadas para atacar nossos pontos fracos, e precisamos identificá-las, pois Satanás certamente as conhece.
Entenda uma coisa, Satanás trabalha com aquilo que permitimos que ele conheça de nossas vulnerabilidades. Quanto mais você cede a uma tentação, mais o Diabo toma conhecimento de suas fragilidades e trabalha com a intenção de aprisionar você naquilo que é sua fraqueza. Por isso, Pedro nos adverte:
“… estejam sempre atentos. O Diabo está querendo atacar, e não quer outra coisa senão apanhar vocês desprevenidos.” (1ª Pedro 5.8)
No processo de vigiar mais, faça as seguintes perguntas a si mesmo: Quando sou mais tentado? Em que dia da semana? A que hora do dia?
Pergunte: Em que lugar sou mais tentado? No trabalho? Em casa? Na casa do vizinho? Na escola? Na faculdade? Na rua? Enfrente a tela do computador? Enfrente a TV? Quando passa uma mulher em minha frente?
Pergunte: Quem está comigo nos momentos em que sou mais tentado? Amigos? Colegas de trabalho? Minha namorada (o)? Uma multidão de estranhos? Sou mais tentado quando estou sozinho? Quando não tem ninguém olhando?
Pergunte: Como normalmente estou me sentindo quando sou mais tentado? Pode ser quando você está mais cansado, solitário, entediado, deprimido ou sob pressão. Ou talvez quando está magoado, zangado, preocupado. Ou ainda após um grande sucesso ou momento de elevo espiritual.
Você deve identificar seus pontos de fraquezas e, então, se preparar, a fim de evitar que as tentações alcance sua vida. No entanto, todo esse processo passa por uma vida de vigilância diária. Se você não vigiar sua vida, o Diabo vai vigiar sua vida por você. Paulo nos admoesta ao dizer:
“Não deem ao Diabo oportunidades para tentar vocês.” (Efésios 4.27, NTLH)
O que o Diabo precisa é de uma oportunidade para nos tentar, por isso, precisamos vigiar.
Para proteger as áreas vulneráveis de sua vida…
2. Aprenda a viver INTENSAMENTE em ORAÇÃO.
“Vigiem e orem…”
Este é o segundo conselho que Jesus nos dá sobre a proteção das nossas vulnerabilidades. É bom lembrar que Jesus, sendo o próprio Filho de Deus, o Deus encarnado, nunca dispensou os momentos de oração. Cristo ansiava pelo tempo a sós com o Pai, e recomendava a prática da oração aos seus discípulos. É preciso entender que a oração leva nosso clamor a Deus e nos torna mais dependentes do Senhor, para resistirmos às tentações. Como tem sido, sinceramente, a sua vida com respeito à prática da oração?
No fundo, a falta de oração tem a ver com o nosso ego. Quando não vivemos intensamente uma vida de oração, declaramos abertamente que somos auto-suficientes. Declaramos que não precisamos de Deus para nos ajudar em nossas vulnerabilidades e que podemos resolver tudo por conta própria. No entanto, quando oramos, estamos declarando que precisamos da proteção e obra contínua do Espírito Santo em nós. Pedro e os discípulos ainda não haviam aprendido sobre a importância desta disciplina espiritual para as suas vidas. Por isso, quando Jesus voltou, os encontrou dormindo.
“Quando voltou, de novo os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados. Eles não sabiam o que lhe dizer.” (Marcos 14.40)
Como é possível viver protegido contra as áreas vulneráveis da vida sem oração? Negligenciar a oração, é jogar no lixo a ferramenta que une o céu à terra. O imperativo de Deus é este:
“Orai sem cessar.” (1ª Tessalonicenses 5.17)
Sem oração, sem proteção para as áreas vulneráveis da vida! Se você não gosta de orar, está desprotegido contra as astutas cilada do inimigo! Cuidado! A qualquer momento você vai cair.
Para proteger as áreas vulneráveis de sua vida…
3. Aprenda a NÃO CONFIAR em sua CARNE.
“O espírito está pronto, mas a carne é fraca…”
Não brinque com a carne, não brinque com os seus desejos, sentimentos e vontades. É Importante afirmar que nossa carne nunca melhora. O apóstolo Paulo nos alerta:
“Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito.” (Romanos 8.5)
Este versículo fala de dois grupos de pessoas: o grupo daqueles que vivem segundo a carne, e o grupo daqueles que vivem segundo o Espírito. Viver segundo a carne é satisfazer unicamente os desejos carnais, ocupar o coração com as vaidades do mundo. Mas quem pertence ao segundo grupo de pessoas, daqueles que andam em Espírito, age de acordo com a vontade de Deus e é obediente à sua Palavra.
Carne é uma expressão teológico-bíblica usada para definir a natureza pecaminosa do homem. A natureza humana também é chamada de carne. Mesmo depois de convertido, o líder cristão continua trazendo dentro de si essa natureza carnal, que precisa ser resistida e mortificada, subjugada pelo Espírito Santo. Paulo disse:
“Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria… É por causa dessas coisas que vem a ira de Deus sobre os que vivem na desobediência, as quais vocês praticaram no passado, quando costumavam viver nelas… Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar… Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador.” (Colossenses 3.5-10)
Assim também, se queremos ter uma nova vida, uma vida que negue diariamente os desejos carnais, devemos nos desfazer de tudo aquilo que desagrada a Deus e enterrar o velho homem. Por isso, não confie em sua carne. Não se ache forte demais quando o assunto for vulneralibidade.
Jesus disse: “O espírito está pronto, mas a carne é fraca…”.
O apóstolo Paulo nos alerta: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia.” (1ª Coríntios 10.12)
Para cair basta estar em pé. Aquele que se acha maduro o suficiente com relação as áreas vulneráveis de sua vida, já é um sério candidato à queda. Não podemos facilitar. Todas as pessoas são vulneráveis. Ser vulnerável faz parte da natureza humana. Até o próprio Jesus era vulnerável. No entanto, em tudo Ele foi tentado, mas não caiu, porque não confiou na sua carne. O escritor aos Hebreus declara:
“Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós passou por todo o tipo de tentação, porém, sem pecado.” (Hebreus 4.15)
Sendo assim, o que precisamos seguir é o conselho deixado por Tiago em sua carta:
“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.” (Tiago 4.7)
Tiago diz que precisamos resistir, pois com a ajuda de Deus, o diabo foge de nós. Assim sendo, vigie, ore e fuja do pecado, porque a carne é fraca.
Conclusão:
Quais são as suas áreas vulneráveis? Faça uma lista de todas elas agora. Não esconda nenhuma delas. Seja sincero consigo mesmo. Toda vulnerabilidade escondida é sem proteção. Toda vulnerabilidade exposta é para cura e proteção. Talvez sua área vulnerável seja a pornografia, a perversão sexual, o adultério, o orgulho, a maledicência, a incapacidade de perdoar, o vangloria e ostentação, a escravidão ao dinheiro ou dos bens materiais, a desonestidade, a mentira, a procrastinação, e tantas outras coisas que eu poderia enumerar com você. É hora de colocar isso tudo pra fora! É hora de abrir o coração para receber cura e proteção.
O maior interessado em proteger as áreas vulneráveis da sua vida é Deus. Hoje, ele espera uma decisão corajosa da sua parte, que mudará, de uma vez por todas, a sua história de vida. Não se preocupe com o que vão dizer a seu respeito! Receba aquilo que Deus tem para dizer a seu respeito hoje: “você é um filho amado em quem eu quero ter muito prazer!”. Alguém escreveu o seguinte:

“Com certeza, há um risco na confissão, mas ele nunca é maior do que o prejuízo de se calar.”

Vigie, ore e confie em Deus, mas abra o coração e revele suas vulnerabilidades enquanto há tempo de ser totalmente curado e restaurado! Uma coisa é ser perdoado por Deus quando nos arrependemos dos nossos pecados. Outra coisa é ser curado. A cura só vem pela confissão. Por isso, Tiago nos deixa a última palavra dessa ministração:
“Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.” (Tiago 5.16)
É melhor confessar a tentação do que ter que confessar o pecado.

 

Rolar para o topo