Tal Pai Tal Filho

TAL PAI, TAL FILHO
mensagem pregada pela Pra. Tatiana Ramos
“Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou, dizendo: Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem. E tenham poder sobre os peixes do mar, sobre as aves que voam no ar e sobre os animais que se arrastam pelo chão. Para vocês se alimentarem, eu lhes dou todas as plantas que produzem sementes e todas as árvores que dão frutas. Mas, para todos os animais selvagens, para as aves e para os animais que se arrastam pelo chão, dou capim e verduras como alimento. E assim aconteceu. E Deus viu que tudo o que havia feito era muito bom. A noite passou, e veio a manhã. Esse foi o sexto dia.” (Gênesis 1.27-31 NTLH)
“Felipe disse a Jesus: Senhor, mostre-nos o Pai, e assim não precisaremos de mais nada. Jesus respondeu: faz tanto tempo que estou com vocês, Felipe, e você ainda não me conhece? Quem me vê, vê também o Pai. Por que é que você diz: mostre-nos o Pai? Será que você não crê que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? Então Jesus disse aos seus discípulos: o que eu digo a vocês não digo em meu próprio nome; o Pai, que está em mim, é quem faz o seu trabalho.” (João 14.8-10 NTLH)
Quando uma criança é gerada ficamos na expectativa de vê-la para nos identificarmos fisicamente com ela. Quando chegamos para ver um bebê procuramos nela uma semelhança com os pais, e dizemos: mas é a cara do pai, ou da mãe. Ficamos impactados com semelhanças como uma mancha, o formato da mão, da cabeça, do pé e outras semelhanças. Nessa manhã, Deus vai nos lembrar de que quando Ele resolveu nos criar, foi com o propósito de ter a sua semelhança revelada em nós.
Deus, ao iniciar a criação do mundo, começou colocando ordem no caos e foi preparando o ambiente para que a coroa da criação – que somos nós – pudéssemos desfrutar de tudo de bom que vem Dele e revelar de maneira visível as suas características pessoais. Assim acontece conosco. Quando geramos uma vida, começamos a colocar em ordem os ambientes e os relacionamentos para a chegada de um bebê, de uma nova pessoa para família, que renova as esperanças de vida. Alguns começam a se preparar antes do gerar, outros quando descobrem que estão gerando, e alguns demoram cair a ficha, mas de alguma maneira começam a organizar a vida para um novo ser que chega.
Em toda a preparação para a obra-prima, Deus avaliava e dizia: está bom. Mas, quando foi a vez de criar o ser humano, o método foi diferente: não foi falando, foi moldando; não foi sozinho, foi em unidade, foi integralmente, foi colocando a sua imagem e semelhança. Deus criou o homem e a mulher revelando a sua grandeza, a sua criatividade, a sua vida, o seu amor e a sua bondade. E, quando terminou, Ele disse que era muito bom.
Deus nos criou com expectativas, como nós, pais, também temos para com os nossos filhos. Deus já tinha adoradores, mas quando nos criou queria filhos, queria relacionamento, queria compartilhamento, queria multiplicação de sua pessoa na terra. Como nossos filhos, nós frustramos as expectativas do Pai e começamos a usar tudo o que Ele organizou para revelarmos a Sua pessoa para a nossa própria revelação, ao ponto dele ver tanto desperdício e distorção de sua criação que se arrependeu de nos ter criado.
Mas, como Deus não pode negar a sua natureza, Ele nos resgatou através de Jesus, e, quem desejar, pode retornar à filiação com seu criador e com aquele que nos sustenta e dá sentido de viver.  Se em Adão perdemos a nossa identidade de filho, em Jesus somos resgatados e voltamos a ser semelhantes ao Pai. Quem via Jesus, via o Pai. Quando temos Jesus, também revelamos o Pai. Então, quando as pessoas nos veem, elas veem a imagem e semelhança de Deus. Que propósito maravilhoso para viver: revelarmos o Pai. Como o Pai é, nós somos, espelhados em Jesus e no poder que habita em nós.
Nessa manhã veremos três características de Deus, o Pai, que refletem diretamente em nossos comportamentos:
1. Pai GERADOR da VIDA, Filhos FÉRTEIS
“Assim Deus criou os seres humanos; ele os criou parecidos com Deus. Ele os criou homem e mulher e os abençoou, dizendo: Tenham muitos e muitos filhos; espalhem-se por toda a terra e a dominem…” (Gênesis 1.27-28, NTLH)
Uma das semelhanças que temos com Deus Pai é a capacidade de criar, de sermos férteis em nossas ações. Pelo fato do nosso Pai ter nos dado vida, Ele colocou dentro de nós a possibilidade de participar do processo de criação de outro ser humano. Cada vez que um casal se une fisicamente e gera uma vida, ele está relembrando o que aconteceu no início da criação. Porque temos um Pai gerador da vida, também podemos gerar vida, somos filhos férteis, nos multiplicamos.
Deus iniciou a humanidade com um casal e hoje, em 2016, somos aproximadamente 7 bilhões de pessoas no planeta. Quando temos Deus como Pai, tudo que Ele nos dá produz fertilidade, produz multiplicação.
Também somos férteis no âmbito de projetos. Deus nos criou à sua imagem e semelhança, e, por isso, somos como Ele, criadores de possibilidades. Deus preparou e criou um ambiente maravilhoso a partir do caos pré-existente, e, assim, somos nós. Temos a capacidade de a partir de uma matéria bruta, de uma ideia, desenvolvermos projetos para que o ambiente em que vivemos seja o mais agradável possível.
O fato de sermos filhos de Deus, consequentemente nos torna pessoas férteis em todos os sentidos. Você pode perguntar: por que então há tanta escassez, há tanta esterilidade ainda em nosso meio? O motivo não está em Deus e nem em sua paternidade. Está em nós, porque escolhemos ainda viver independente dele. Jesus já resgatou essa semelhança na cruz, Jesus já venceu toda morte, toda esterilidade e nos faz viver revelando o Pai gerador de vida, que produz em seus filhos características de fertilidade.
No início desse ano, estudando a Palavra, saltou aos meus olhos um texto do Velho testamento, no contexto do relacionamento de Deus com o seu povo. O texto diz assim:
“Preste culto ao Senhor, o Deus de vocês, e ele os abençoará, dando-lhes alimento e água. Tirarei a doença do meio de vocês. Em sua terra nenhuma grávida perderá o filho, nem haverá mulher estéril. Farei completar-se o tempo de duração da vida de vocês.” (Êxodo 23.25,26)
Esse texto é Deus restituindo a fertilidade no meio do povo, quando eles escolheram adorá-lo. Adoração a Deus, honra ao Pai da vida, que produz em nós fertilidade, saúde e vida. O que nos falta para sermos pessoas férteis, em todos os aspectos, simplesmente, é honrarmos o Pai. Já temos um Pai que é gerador da vida e que deseja ver em nós essa semelhança, que colocou dentro de nós a possibilidade de revelarmos a sua imagem através de nossas ações de fertilidades.
Ser escassos e estéreis não é para nós, caímos no engano do inimigo do nosso Pai, que só produz morte e escassez.
Que nos arrependamos e desejemos revelar o Pai, e, quando as pessoas olharem para nossa vida, dirão: olha como eles são férteis, olha como eles são muitos. E nós diremos: isso está acontecendo porque somos filhos do Deus Pai, gerador da vida e, portanto, somos filhos férteis.
Se há alguma esterilidade em sua vida, hoje você pode pedir ao Pai que a transforme em nome de Jesus em fertilidade, e Ele fará, e você testemunhará do Pai da vida.
2. Pai AMOROSO, Filhos AMADOS
“E do céu veio uma voz, que disse: Tu és o meu Filho querido e me dás muita alegria.” (Marcos 1.11 NTLH)
Com o avanço da ciência e com muitas observações do ser humano, podemos ver como ele é afetado, como as emoções constroem sua maneira de ver a vida. Hoje podemos afirmar que ter a sensação de ser amado, de ser esperado, de ser querido desde a concepção, produz no ser humano uma maneira de se relacionar neste mundo de uma maneira bem mais afetiva e amorosa.
Percebemos que pais amorosos desenvolvem saúde emocional em seus filhos. Ser filho amado produz filhos satisfeitos, filhos que creem em seu potencial e desenvolvem filhos que sabem que tem apoio para seus desafios, que aprendem a perseverar diante dos obstáculos. Porém, tudo começa com um Pai amoroso.
Nesse texto Deus fala audivelmente a todos que estavam presentes em um evento importante da vida de Jesus que Ele é seu filho amado, em que Ele tinha prazer. Um pai amoroso é aquele que não se envergonha de demonstrar com as palavras e com as atitudes o valor e a alegria que seu filho lhe dá.
Quantos de nós estamos com tantas dificuldades na vida porque buscamos em outras pessoas ou situações, ou posições, ou em bens, o comportamento e a fala de um pai amoroso. Por causa do pecado, por mais que sejamos amorosos, falhamos no amor, mas mesmo que nosso pai nos deixe aquém do que desejamos, temos uma paternidade perfeita em Deus e, através dela, podemos viver como filhos amados. Deus é o pai amoroso que precisamos e, quando o aceitamos como Pai, refletimos essa filiação e agimos como filhos amados que somos. Em sua Palavra, Deus diz: mesmo que sua mãe e seu pai te abandonem, eu não te abandonarei.
A sua Palavra também diz que nós, tendo a essência deturpada por causa do pecado, quando exercemos a paternidade, sabemos dar boa coisas para nossos filhos. Imagina o Pai do céu, o que Ele não tem o que nos oferecer, o que Ele não tem para nos saciar, o que Ele não tem para nos incentivar.
Você não é um órfão, você é um filho amado do Senhor. O Pai é nosso. Há lugar na casa do Pai para todos aqueles que desejam ser seus filhos. Como mãe adotiva, consigo compreender o que é estar disponível em ser mãe ou pai, mas ter que esperar o filho desejar ser. O pecado nos destitui a filiação divina, mas em Jesus foi possível Deus nos adotar. O que nos falta é aceitar essa adoção e começar a refletir a nova filiação, refletir o Pai.
No livro “MANUAL DO PAI ADOTIVO”, diz que o desejo maior de um pai adotivo é ver em seu filho adotivo a sua alma. A filiação adotiva não tem semelhanças físicas, mas com o passar do tempo, com a intimidade, você vê características suas na alma do seu filho.
Assim é Deus conosco, Ele é espírito, e não vamos parecer fisicamente com Ele, mas a nossa alma revelará que Ele é nosso Pai. Portanto, diga sim para Deus; diga sim para essa adoção e ouça o Pai dizer: Você é meu filho amado em quem eu tenho muito prazer.
3. Pai PODEROSO, Filhos EXTRAORDINÁRIOS
“Digo-lhes a verdade: aquele que crê em mim fará também as obras que tenho realizado. Fará coisas ainda maiores do que estas, porque eu estou indo para o Pai. E eu farei o que vocês pedirem em meu nome, para que o Pai seja glorificado no Filho.” (João 14.12-13)
Nos versículos anteriores, Jesus diz que o que Ele faz é porque Ele vê o Pai fazendo e diz que aquele que nele crer, também fará as obras que revelarão o Pai. Um Pai poderoso, filhos extraordinários. Nosso Pai é grande e poderoso, e nós, como seus filhos, mostraremos essa verdade através de atos extraordinários que faremos aqui na terra. Jesus, quando veio à terra, revelou o Pai através de curas e milagres, mudando a visão das pessoas sobre Deus e seus relacionamentos.
Existe um mundo antes de Jesus e depois de Jesus. O mundo antes de Jesus era um mundo onde os mais desfavoráveis não tinham vez. Mas Jesus curou as pessoas que estavam à margem da sociedade e as colocou como protagonistas do seu tempo. Jesus revelou o Pai através das suas obras. Tendo Deus como Pai, diz Jesus que faremos obras maiores do que Ele realizou no tempo que esteve na terra. Nós somos filhos extraordinários que temos poder através do nome de Jesus de mudarmos realidades, e precisamos resgatar essa característica.
Não serão os políticos, não será a igualdade social, a educação e o esporte, a mídia que farão os grandes avanços que colocarão ordem no caos. Somos nós, os filhos do Deus todo poderoso, que mostraremos com obras extraordinárias do céu onde estamos.
Cada bebê que nasce de filhos amados do Senhor é Deus colocando sementes de obras extraordinárias que acontecerão no tempo em que nascerem na história. Somos nós que temos que dar valor às pessoas menos favorecidas, porque sabemos que o nosso Pai poderoso ama cada uma delas, porque são sua imagem e sua semelhança. Somos nós que temos que dar um basta a tanta obra maligna e agir com poder e graça para revelar o Pai poderoso.
No livro “CAFÉ ESPIRITUAL” o autor diz a seguinte frase: “Deus nos chama a fazer o impossível para sermos transformadores do mundo e nunca conseguiremos seguir sua orientação sem a coragem que Ele nos concede”.
Jesus nos encoraja a agirmos como filhos extraordinários, frutos de um Pai poderoso. O nosso Pai é o dono do mundo, Ele é aquele que fez o sol parar, que acalmou o mar, que faz com que estéreis tenham filhos, que fez mortos ressuscitarem, que fez paralíticos andarem, que fez cegos enxergarem, que multiplicou pães e peixes para saciar uma multidão, que abriu os mares, que mudou e continua mudando realidades.
Por que então vivemos como se o inimigo de nosso Pai fosse mais forte que nós? Não nos deixemos ser neutralizados pelas miragens do inferno, vamos nos levantar e começar a fazer obras extraordinárias para que muitos vejam nosso Pai poderoso e também tenham o desejo de serem filhos extraordinários.
Conclusão:
Que hoje você saia dessa celebração certo de quem é seu pai, e que se relacionando com Ele você refletirá a sua imagem e semelhança. Tal Deus, tal você. Que as pessoas, ao olharem para você, vejam o Pai. Porque sendo Ele um Pai gerador da vida, você será um filho fértil em todas as áreas. Sendo Ele um Pai amoroso, você viverá como filho amado. Sendo Ele um Pai poderoso, você será uma pessoa que fará obras extraordinárias como Ele.
Nessa manhã saia com esse compromisso de revelar o Pai do céu aqui na terra, com tudo o que você é e com tudo o que você tem. O mundo onde você está nunca mais será o mesmo. E se você ainda não aceitou ser adotado pelo Pai, decida hoje por essa adoção, e ouça a voz doce e suave do Pai a dizer-lhe em todos os dias: você é meu filho amado, e eu tenho muito prazer em sua existência.

 

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