A Escolha do Compartilhar

SÉRIE “ESCOLHAS DE CURA” – 08|08
A ESCOLHA DO COMPARTILHAR
mensagem pregada pelo Pr. Marcelo Coelho Fernandes
Chegamos à última mensagem da série “ESCOLHAS DE CURA”. Fomos desafiados, nesta série, a buscar a cura através de várias escolhas:
1ª Mensagem – A Escolha da Liberdade
2ª Mensagem – A Escolha da Esperança
3ª Mensagem – A Escolha da Entrega
4ª Mensagem – A Escolha de Confessar
5ª Mensagem – A Escolha da Transformação
6ª Mensagem – A Escolha do Perdão
7ª Mensagem – A Escolha do Crescimento
Hoje, seremos desafiados a buscar a cura através da escolha do compartilhar. Os curados são enviados para curar! Os libertos são enviados para libertar! Os transformados são enviados para transformar! Porque vivemos em um planeta destruído e doente, a dor faz parte da vida. Ninguém vive uma vida sem dor. A dor é inevitável, universal e presente em nossas vidas durante o nosso tempo na Terra. Rick Warren disse o seguinte:

“Seguir Jesus não acaba com a dor; Ele a transforma!” (Rick Warren)

Não é porque você é crente em Jesus, que você crê no evangelho, que você crê na bíblia, que você não vai passar pela dor. Ninguém está isento de enfrentar um momento de dor. No entanto, a sua dor não pode ser a sua identidade.
Nós vivemos num mundo caído pelo pecado, nós vivemos no mundo onde a dor, a injustiça e as doenças são uma realidade. No entanto, nós não somos a nossa dor, não somos a nossa injustiça e tampouco a nossa enfermidade. Somos filhos amados de um Pai amoroso que está no governo e no controle de todas as coisas e a última palavra dele é a que mais importa sobre a nossa vida. Jesus dá sentido e propósito à nossa dor. Independentemente da razão ou causa da nossa dor, Deus pode usá-la para nosso próprio benefício, para Seus propósitos e para ajudar os outros.

Deus nunca desperdiça uma dor.

Ele toma nossas mágoas, problemas e hábitos e os tece em Seu plano para nossas vidas.
Na série “ESCOLHAS DE CURA”, descobrimos como explorar o poder de cura de Deus com base nas escolhas que fazemos. Quando começamos a experimentar a cura e a paz de Deus, Ele quer que compartilhemos nossas experiências com os outros. A principal indicação de que estamos curados e vencendo é quando começamos a usar nossas experiências dolorosas para ajudar outras pessoas. A decisão que tomamos para começar a ajudar os outros é a Escolha de Compartilhar.

“Eu escolho render-me a Deus para ser usado para levar as Boas Novas aos outros, tanto pelo meu exemplo como pelas minhas palavras.”

Deus não causou a nossa dor, mas uma vez que estamos experimentando, ele pode usar nossa dor para ajudar aos outros. Ao fazer a escolha de compartilhar, somos capazes de transmitir aos outros o conforto que Deus nos deu. A Bíblia diz:
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos conforta em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.” (2ª Coríntios 1.3,4)
A declaração do apóstolo Paulo mostra claramente sua exaltação a Deus. Ao invés de iniciar essa carta falando dos seus problemas, das suas dores e dos seus sofrimentos, Ele enfatiza a pessoa e a obra de Deus em nosso favor. Paulo não podia cantar a respeito das circunstâncias adversas, mas podia exaltar aquele que estava acima e no controle delas. Quando escolhemos ser curados pela Palavra de Deus, as dores e os sofrimentos desta vida deixam de ser motivos de amargura e passam a ser motivos de exaltação a Deus e testemunho de cura para a vida de outros.
Ao escolher compartilhar nossa cura…
1. Rendemos toda exaltação por quem DEUS É
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação” (v.3)
A palavra “bendito” é uma forma judaica de louvor a Deus, reconhecendo-o como a fonte de todas as bênçãos. Nesse texto, Paulo rende toda exaltação a Deus por quem Ele é.
Ao escolher compartilhar nossa cura…
2. Rendemos toda exaltação pelo que DEUS FAZ por nós
“É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação…” (v.4)
A palavra “conforto” no original denota ficar ao lado de uma pessoa para encorajá-la enquanto estiver suportando pesadas provas. O termo “que nos conforta” implica que essas consolações foram repetidas e continuaram sem interrupção.
Deus não é uma fonte passiva de consolo, mas o agente ativo de toda consolação. É Deus quem nos conforta e nos anima em toda a nossa tribulação. É Deus quem nos assiste em nossas fraquezas. É Ele quem nos segura pela mão quando cruzamos os vales da dor. Quando choramos, é o seu consolo que nos faz terapia. Quando ficamos prostrados e vencidos, é o seu braço forte que nos põe em pé.

Antes de trabalhar por meio de nós, Deus trabalha em nós. Antes de Deus nos usar, Ele nos molda.

O sofrimento é o fogo que nos depura, limpa-nos e fortalece-nos. Pelo sofrimento, Deus leva-nos para o deserto, mas o deserto não nos destrói. O deserto é a Escola onde Deus nos treina. No deserto aprendemos a depender mais de Deus.
Os maiores líderes de Deus foram treinados no deserto. José do Egito foi provado no deserto da prisão antes de ser conduzido ao palácio. O profeta Elias escondeu-se no deserto e, depois, foi jogado na fornalha em Sarepta antes de triunfar no monte Carmelo. Até mesmo o Filho de Deus aprendeu pelas coisas que sofreu. Porém, todos eles entenderam que Deus estava presente em cada tribulação fortalecendo, consolando, confortando e preparando cada um deles para um projeto muito maior do que suas próprias vidas. Curados, exaltavam a Deus pelo que fez por eles. Mesmo em meio a sua dor encontre motivos para exaltar a Deus por aquilo que Ele está fazendo em sua vida.
Ao escolher compartilhar nossa cura…
3. Rendemos toda exaltação pelo que Deus faz POR MEIO de nós
“… para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.” (v.4)
O consolo de Deus é realizado em nós, mas não para nós mesmos. Não somos um reservatório, mas um canal de consolação divina. Somos consolados para sermos consoladores. Deus nos abençoa para sermos abençoadores.
As angústias pelas quais passamos são pedagógicas, elas têm um propósito. Nossas feridas tornam-se fontes de consolo. Nossas lágrimas tornam-se óleo terapêutico. Nossas experiências tornam-se instrumentos de encorajamento para outras pessoas. Não somos confortados para vivermos confortáveis, mas para sermos confortadores. O crente precisa ser como o mar da Galileia e não como Mar Morto. O primeiro recebe as águas do rio Jordão e as distribui. O segundo recebe as mesmas águas e as retém para si. O primeiro é um lugar de vida, o segundo, um recinto de morte.
Quem escolheu a cura que Deus oferece precisa ser um canal por onde outras pessoas serão curadas. Quem escolheu ser curado pelo Senhor, precisa compartilhar essa verdade com muitas outras pessoas que também estão sofrendo à sua volta.
Conclusão:
Enquanto estivermos neste mundo, o sofrimento será uma realidade na vida dos seres humanos. Ser cristão não é ser poupado das provas, dos vales, dos desertos, das fornalhas, das covas dos leões, das prisões ou da morte. Mas ser crente é ser confortado em todas essas circunstâncias adversas.
Durante toda essa série, com certeza, você conseguiu identificar áreas em sua vida que precisavam de cura. Da mesma forma, você buscou a cura para essas áreas e alcançou a vitória. A comprovação de que realmente você encontrou cura é o fato de compartilhar o que Deus fez com a sua vida com outras pessoas! Seu sofrimento não foi em vão. Entenda que Deus usa o seu sofrimento para benefício da sua própria vida, para a realização do Seu propósito e para benefício de outras pessoas Por isso, não fique calado diante do agir de Deus sobre a sua vida. Escolha compartilhar tudo o que Deus ministrou sobre você. Lembre-se do que disse o apóstolo Paulo:
“Todo louvor ao Deus e Pai de nosso Senhor, Jesus, o Messias! Pai de toda misericórdia! Deus de toda cura e restauração! Ele está ao nosso lado quando passamos momentos difíceis e, antes que percebamos, ele nos leva para o lado de alguém que também está sofrendo, para que possamos ajudar aquela pessoa assim como Ele nos ajudou.” (2ª Coríntios 1.3-4 AM)
Deus quer usar sua vida, sua história e suas dores para trazer cura para alguém. A esperança, que ajuda, vem de alguém que esteve lá, alguém que experimentou a dor e recebeu a cura. Pense comigo:
 Quem pode ajudar melhor um alcoólico do que alguém que lutou contra o alcoolismo e venceu?
 Quem pode ajudar mais uma pessoa que está lidando com a dor do abuso do que uma pessoa que foi abusada no passado e venceu?
 Quem pode ajudar mais a alguém que foi à falência do que alguém que perdeu o trabalho e foi à falência e venceu?
 Quem pode ajudar mais a alguém que sofreu um adultério do que alguém que adulterou e foi curado?
 Quem pode ajudar mais a alguém que não consegue perdoar do que alguém que já liberou perdão e foi sarado?
Há alguém em seu circulo de amizade que precisa de cura? Há alguém sofrendo? Escolha compartilhar com eles todo processo de cura que você experimentou. Nunca esqueça: Deus não é ruim por aquilo que Ele deixou de fazer. Ele é bom por aquilo que Ele é e por aquilo que Ele fez por amor a você. Lembre-se:

A vida machuca, mas Deus cura!

Por isso:

O lugar aonde você foi ferido será o lugar aonde Deus mais vai usá-lo para curar outras pessoas feridas. Uma ferida fechada é um ministério aberto!

Uma das melhores formas de sermos usados por Deus, agora que você foi curado de muitas situações em sua vida é mostrando as suas cicatrizes. Não há mais dor, a ferida foi curada. Agora é hora de compartilhar a história de como Deus tratou e curou a sua ferida.

 

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