Corra para Formar Novos Discípulos

SÉRIE “CORRA” – 04|04
CORRA PARA FORMAR NOVOS DISCÍPULOS
mensagem pregada pela Pra. Tatiana Ramos
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28.19,20)
Quando ouvimos a palavra “corra” ou vemos uma pessoa correndo, entendemos que há necessidade de se apressar. Creio que precisamos nos despertar para começarmos a correr para fazer novos discípulos, já que essa ordem foi dada por Jesus logo após a sua ressurreição. Ele nos deu uma nova identidade e uma nova missão, e precisamos correr para obedecê-lo. Temos visto uma grande quantidade de pessoas se interessando pela corrida e creio que o objetivo a ser superado e alcançado tem levado muitos a essa prática esportiva.
Quando corremos sem objetivo, desistimos, porque correr cansa, nosso corpo dói, principalmente quando estamos sedentários. Mas, depois que a corrida começa a nos trazer saúde e começamos a ter objetivos alcançados, queremos superar cada vez mais os nossos desafios.
Nesse mês você foi convidado a parar de correr atrás do vento e por coisas fúteis, que ao final só lhe trazem desgaste e frustração, para entrar em uma corrida que tem objetivos celestiais e eternos. Hoje, quero lhe convidar a correr para fazer novos discípulos.
Corra para fazer novos discípulos…
1. FIRMADOS na PALAVRA de Deus
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2ª Timóteo 2.15)
No texto que lemos no início desta mensagem, Jesus convida os seus discípulos a fazerem novos discípulos a partir do que eles aprenderam com Ele. A palavra “discípulo” descreve alguém que recebe instruções, que segue e imita o exemplo do outro.
Por 3 (três) anos, Jesus viveu diariamente com seus discípulos. Eles não só aprenderam com Jesus através do discurso, mas, também, com a prática. Eles, através do convívio diário com Jesus, foram discipulados à maneira correta de obedecer e entender a Palavra. Jesus ensinou aos seus discípulos a essência da Palavra, que não estava em regras opressoras e, sim, em liberdade de vida, no cuidado de Deus, na confiabilidade de Deus, na verdade de Deus. Jesus era a própria encarnação da Palavra.
Deus sempre usou a Palavra para construir. Foi assim no início do mundo, foi assim no seu relacionamento com o homem, foi assim na busca pelo homem, foi assim na revelação dos seus planos de redenção e na construção do seu Povo. Deus falava através de profetas e falou de maneira perfeita em seu Filho Jesus.
Jesus usa o texto em que o homem que sabe a Sua Palavra e a pratica tem sua casa firmada na rocha, isto é, tem sua vida estável. Em nome de Jesus, estamos prestes a ver nascimentos de filhos de Deus no desenvolvimento das Casas de paz. Mas, após o nascimento, eles precisaram crescer na graça e no conhecimento, e nós precisamos correr para ajudar nossos filhos a serem pessoas firmes no que Deus disse sobre eles em sua Palavra. Precisamos ensinar nossos filhos espirituais não só a conhecer a Palavra, mas serem praticantes Dela. Para isso, nós precisamos ser pessoas que amemos a Palavra, que tenhamos conhecimento de Deus e do seu Reino através Dela e sermos praticantes dela.

“A Palavra de Deus é a base do discipulado, ferramenta de transformação e poder. O discipulado é alguém que se enche da Palavra de Deus para dela derramar em seus seguidores.” (Danilo Figueira)

Sabemos que a primeira Bíblia a ser lida por pessoas que ainda não se renderam a Jesus é a nossa vida. Em nosso mundo atual, as pessoas têm opinião para tudo, são relativistas, gostam ouvir o que agrada, mas precisamos correr para que os novos discípulos de Jesus sejam discipulados desde cedo para terem contato com o Deus da Palavra. A melhor forma para que isso aconteça é que ele enxergue a Palavra sendo praticada em suas atitudes diárias.
Firmar novos discípulos na Palavra é mais do que ensinar o que acho e concordo, é ensinar os novos discípulos a se submeterem ao ensino da Palavra. Jesus não só citava textos bíblicos, Ele derramava da fonte, o Pai, toda escritura. O conhecimento da Palavra fará que Ele possa discernir a voz do Mestre.

Líderes que não compartilham a Palavra produzem discípulos infantis e inconstantes em sua caminhada cristã.

Corra, para fazer novos discípulos para Jesus, que aprendam desde cedo a terem suas vidas firmadas na Palavra, que sejam inabaláveis, que possam discernir a voz do bom pastor e que sejam guiados a pastos verdejantes.
Corra para fazer novos discípulos…
2. Com a MENTALIDADE de CRISTO
“Nós temos a mente de Cristo.” (1ª Coríntios 2.16b)
O que eu penso, eu ajo. Um dos terríveis erros do discipulado é que ficamos tão preocupados com as atitudes, que instruímos as pessoas com novas listas de regras em vez de ensiná-las a ativar a mente de Cristo que elas possuem agora. Todos nós agimos de certa forma porque fomos ensinados a pensar e acreditar quem somos a partir de pessoas significantes para nós. Muito da percepção de quem somos e no que cremos se baseia no que ouvimos e no que foi reforçado nos grupos a que pertencemos.
Na formação de novos discípulos, precisamos correr para ajudá-los através da Palavra para que possam tomar posse dessa nova mentalidade e não inculcar uma nova mentalidade religiosa. Esta tarefa precisa ser feita com muita paciência, porque tínhamos uma mentalidade por anos. Colocar outra para funcionar demanda tempo. Nossos novos discípulos precisam aprender conosco quem eles são em Cristo Jesus. Será necessário derrubar fortalezas mentais para reconstruir valores do Reino de Deus. Precisamos reforçar sua nova identidade a partir da entrega a Jesus. Eles foram promovidos à categoria de filhos de Deus, mas será conosco, no trabalho diário e árduo, que eles aprenderão a exercer de maneira poderosa a filiação divina.
Corremos com nossos discípulos dia após dia para facilitar seu relacionamento com o Pai. É natural o filho da fé nos perguntar tudo, se estão certos ou errados, se podem ou não fazer tal coisa. Mas cabe a nós levá-los a perguntar ao Pai. Não queremos discípulos dependentes de nós e, sim, do Pai. Podemos orientar orar, aconselhar, oferecer leituras, textos bíblicos e mensagens, mas precisamos sempre apontar que, em Jesus, o caminho que antes estava impedido de chegar ao Pai, agora está livre e podemos chegar a Ele a todo o instante. O véu foi rasgado e a nossa condição foi restaurada. Podemos chegar a Ele sem medo, porque Ele é um bom Pai.
Será necessário retirar todas as mentiras de Satanás incutidas por anos em suas mentes e fortalecê-los diariamente em quem eles são em Cristo. Eles precisam esquecer o que já se foi, não se acomodarem e nem desistirem com o que se é hoje, mas terem a certeza do que já é, por causa do sacrifício de Jesus na cruz.
Precisamos, a cada experiência vivida pelos novos discípulos, relembrá-los de sua nova mentalidade. Que suas novas reações aconteçam à medida que eles tomarem posse da mente de Cristo, o exemplo de filho amado de Deus. Cada novo discípulo precisa crescer em experiências que afirmam e demonstrem quem eles são em Cristo, uma nova pessoa que tem uma nova mentalidade, novas ações, novas missões e novos desejos e vontades. Tudo centrado na nova vida em Cristo.
Corra para fazer novos discípulos…
3. Que sejam CAPAZES de AMAR
“Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. […]Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade.” (1ª João 3.16,18)
O apóstolo João deixa claro que um discípulo é conhecido não por palavra e, sim, por obras, e também que o amor a Deus está atrelado ao quanto ele ama o próximo. A essência do cristianismo é o amor. Fazer novos discípulos é demonstrar essa essência, de tal maneira que naturalmente eles entendam e pratiquem o amor em seus relacionamentos.

“Jesus não os via como máquinas ministeriais, mas como pessoas amáveis.”

Precisamos olhar para os novos discípulos, não como troféus pessoais, mas como pessoas que precisam aprender a ser amadas e a amar. Para isso, precisamos desenvolver relacionamentos saudáveis de compartilhamento de vida. Eles precisam ver como lidamos com nossas questões diárias, ver nossas limitações e o nosso progresso na caminhada.
Discipular é se expor, é crescer, para que o outro não esconda seus pecados e dores, mas, a partir de nossa transparência, também aprenda que compartilhar não trará rejeição, mas acolhimento. Assim, mostraremos que a base do cristianismo é o amor. Discipular não é só desenvolver uma relacionamento exclusivo de discipulador e discípulo, é apresentar o novo discípulo a outros irmãos, é apresentar à família o seu novo integrante. Não desenvolva um relacionamento codependente. Dê aos seus novos discípulos oportunidades de ampliar relacionamentos no Corpo de Cristo. Lembre-se que o amor não é egoísta.
Jesus, no seu discipulado com os doze, deixou claro em várias situações que eles não eram os únicos discípulos. No episódio em que Jesus foi rejeitado e um dos seus discípulos falou com ele para descer fogo do céu, foi uma ótima oportunidade para que Jesus ensinasse que eles são filhos de Deus, e que Deus é amor, lembrando a quem eles pertenciam. Outro episódio foi quando eles contaram que repreenderam um homem que expulsava demônios em nome de Jesus, só porque não pertencia ao grupo deles. Quando acolheu os marginalizados, quando tocou nos intocáveis, quando visitou os desprezados e odiados, Jesus em seu discipulado convidava os discípulos a deixarem sua religiosidade e, a partir da graça do Pai sobre eles, se reconciliassem também em atos de amor com o próximo, não por mérito, mas por causa de quem eles representavam.

Fazer novos discípulos é espalhar a semente do amor por onde passar e a quem precisar.

Vi um vídeo esses dias sobre um pastor em Ruanda que começou a perceber que ele pregava mais sobre amor e compaixão do que praticava, e quando olhava para pessoas morrendo de Aids ao seu redor, se achava impotente, até que Deus o fez ver que tocar, ver essas pessoas e ajudá-las era o transbordar Dele. Com essa atitude, ele contagiou pessoas de sua Igreja e discípulos a amarem também os que estão perto deles.
Com essa perspectiva, precisamos correr para fazer novos discípulos que alcancem pessoas para o Reino com sua marca registrada: o amor. A palavra diz: Vocês serão conhecidos como meus discípulos se amarem uns aos outros.
Corra para fazer novos discípulos…
4. Que se TORNEM FRUTÍFEROS
“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15.5)
Em nossos discipulados, que frutos temos visto? Da nossa religião ou do Reino de Deus? Quando Cristo deu aquela ordem aos seus discípulos há mais de dois mil anos, Ele queria que seus filhos reproduzissem novos filhos. Quando Deus nos criou, Ele nos fez férteis, para que nos multiplicássemos e todos vivêssemos para sua glória.
O pecado entrou no homem e o distanciou desse propósito. Reproduzimos-nos, mas já nascemos defeituosos e rebeldes ao nosso criador. Em Jesus, Ele nos restitui a fertilidade para multiplicarmos filhos amados do Senhor a partir Dele. Ele afirmou que, estando Nele, a Sua igreja faria obras maiores. Seríamos a expressão maior de Deus em todos os lugares do planeta.
Precisamos mais do que agendas lotadas em nossas Igrejas e discípulos exaustos, precisamos de novos discípulos que testemunhem de Jesus, que vivam como Jesus, que se satisfaçam em Jesus e que cumpram seus propósitos no Reino de Deus na terra. Eles precisam ver em nós, discipuladores, homens e mulheres obedientes, submissos, renunciadores, que vivam para os propósitos do Pai e não por partidarismo. Discipuladores que amem a Igreja de Cristo, que possuam uma visão global da missão do Reino. Só assim eles continuarão servindo e frutificando em suas vidas, apesar das circunstâncias.
Há discipuladores que mantêm seu discípulo ao seu lado tempo demais, e não os deixa viver seus próprios propósitos pessoais. Então, quando acontece alguma queda ou saída desse discipulador da Igreja, seus novos discípulos não têm estrutura para continuar. Jesus é o maior exemplo de discipulador. Ele chamou 12 (doze) homens, encontrou-se com eles diariamente e os empoderou. E, através do Espírito Santo neles, o evangelho chegou até nós. Precisamos olhar para os nossos novos discípulos sabendo que eles têm um propósito e que precisam continuar até o fim, sem nós e sempre com Jesus, no poder do Espírito Santo.
Conclusão:
Discipular é algo contínuo e gratificante. Então, não nos embaracemos com os negócios desta vida, paremos de correr atrás de projetos com duração temporária. Vamos Começar a desejar essa corrida, correr para fazer novos discípulos. Discípulos de Jesus que estão firmados na Palavra, que pensem e ajam como Cristo, que amem a Deus e ao próximo e que deem muitos frutos no Reino.

 

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