Cultivando Princípios para um Lar Feliz

MÊS DA FAMÍLIA – EU AMO MINHA FAMÍLIA
CULTIVANDO PRINCÍPIOS PARA UM LAR FELIZ | 02/07
mensagem pregada pelo Pr. Acyr Júnior
“Vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos, porque isso é agradável ao Senhor. E vocês, maridos, amem as suas esposas, e não as tratem com amargura nem aspereza. Vocês, filhos, devem sempre obedecer a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor. Pais não irritem seus filhos, a ponto de eles ficarem desanimados.” (Colossenses 3.18-21)
Quem gostaria de ter uma família feliz? Eu creio que a maioria esmagadora se manifestaria positivamente a essa pergunta. Ter uma família feliz ainda é o sonho de muitas pessoas que estão aqui nesta noite. O problema é que nós achamos que somos capazes de construir uma família feliz de acordo com os nossos próprios princípios. Porém, é impossível construir e cultivar uma família com pressupostos humanos.
Somente aquele que criou a família é capaz de dar a direção certa para que ela possa viver a verdadeira felicidade. Ele conhece os prós e os contras da formação e da manutenção da família feliz. Só Deus pode nos fornecer as orientações e os princípios seguros que, se seguidos à risca, nos levarão a construir e a cultivar um lar feliz.
Olhando para os versos bíblicos que lemos, podemos observar que Deus tem princípios importantíssimos para construir uma relação de harmonia e paz entre os cônjuges e entre os pais e os filhos. São princípios fundamentais no cultivo de um lar feliz. Então, quais são os princípios estabelecidos por Deus para o cultivo de um lar feliz?
Para cultivar um lar feliz…
1. A ESPOSA deve ser SUBMISSA ao seu MARIDO
“Vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos, porque isso é agradável ao Senhor.” (v.18)
A submissão não é uma questão de inferioridade, pois tanto o homem quanto a mulher são um em Cristo. A submissão não é uma questão de valor pessoal, mas de função na estrutura familiar. Não se pode confundir submissão com escravidão ou subjugação. A autoridade do marido não é um governo ditatorial ou tirano, mas sim uma liderança amorosa. A posição de liderança do homem é apenas funcional.
O homem não é melhor do que a mulher, nem a mulher é inferior ao homem. Eles são interdependentes. Assim como Deus Pai é o cabeça de Cristo e Deus Pai não é maior do que Cristo, o homem não é maior do que a mulher. É importante compreender três aspectos dessa submissão:

  • A submissão da esposa ao seu marido é uma ORDEM DIVINA

“Vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos…” (v.18)
As ordenanças divinas não são para nos escravizar, mas para nos libertar. A submissão é a liberdade e a glória da esposa, assim como a submissão da igreja a Cristo é sua glória e liberdade. Os preceitos de Deus não nos escravizam, mas nos libertam. A mulher só é verdadeiramente livre quando obedece ao princípio estabelecido por Deus da submissão ao seu marido. A submissão da esposa ao seu marido é voluntária e baseia-se no reconhecimento da ordem divina.

  • A submissão da esposa ao marido é uma ATITUDE ESPIRITUAL

“Vocês, esposas, submetam-se aos seus maridos, porque isso é agradável ao Senhor.” (v.18)
Em uma outra tradução, o texto bíblico diz que as esposas devem ser submissas ao próprio marido, como convém no Senhor. A mulher deve submeter-se ao marido exatamente porque ela está debaixo do senhorio de Cristo. É impossível uma mulher ter uma relação de submissão a Cristo e de insubmissão ao marido. A submissão da esposa ao marido é um desdobramento da sua obediência a Cristo. Porque a mulher é submissa a Cristo, ela se submete ao marido.

  • A submissão da esposa ao marido NÃO É ABSOLUTA

A mulher deve ser submissa ao marido até o ponto em que não seja forçada ou constrangida a transgredir a Palavra de Deus. Sua obediência a Cristo está acima de sua submissão ao marido. Acima da autoridade do marido está a soberania do Senhor. Por isso, a esposa deve procurar fazer a vontade do marido quando esta coincidir com a vontade de Deus.
Para cultivar um lar feliz…
2. O MARIDO deve AMAR a usa ESPOSA
“E vocês, maridos, amem as suas esposas, e não as tratem com amargura nem aspereza.” (v.19)
Se a mulher deve submeter-se ao marido como a igreja é submissa a Cristo, o marido deve amar a esposa como Cristo ama a igreja. O padrão deste amor está claro no texto que o apóstolo Paulo escreve aos crentes de Éfeso:
“E vocês, maridos, mostrem pelas suas esposas o mesmo tipo de amor que Cristo mostrou pela igreja quando se entregou por ela.” (Efésios 5.25)
O amor que o marido deve ter pela sua esposa deve observar dois princípios muito importantes, e que não devem ser ignorados de forma alguma:

  • O amor do marido à esposa é um claro MANDAMENTO DE DEUS

“E vocês, maridos, amem as suas esposas…” (v.19)
O amor do marido à esposa é uma ordem divina. É algo imperativo. O marido deve amar a sua esposa como Cristo ama a igreja, ou seja, com um amor perseverante, santificador, cuidadoso, romântico e sacrificial. O marido deve amar a sua esposa com um amor paciente, benigno e livre de ciúme. O amor verdadeiro não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Esse amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera e jamais acaba.

  • O amor do marido à esposa o impede de agredi-la com PALAVRAS e ATITUDES

“… e não as tratem com amargura nem aspereza.” (v.19)
Tratar com amargura, neste texto, refere-se à impaciência e aos resmungos que criam tensão no relacionamento, gerando longo desânimo. Em vez de tratar a esposa com amargura, o marido precisa ser um bálsamo na vida dela, um aliviador de tensões, um amigo presente, um companheiro sensível que vive a vida comum do lar servindo-a e protegendo-a. O marido não deve criticar a esposa nem agredi-la com palavras, antes deve elogiá-la tanto no recesso do lar, quanto publicamente. O marido deve buscar meios de agradar a esposa. Nada fere mais uma mulher do que palavras rudes. O sábio deixou uma dica de elogio à mulher amada:
“Você é linda demais, minha querida; em você não há o menor defeito.” (Cantares 4.7)
Se o amor do marido à esposa está ausente, a submissão da esposa ao marido também não estará presente. O marido que ama sua esposa precisa ter palavras amáveis e atitudes generosas. Ele deve ser perdoador em vez de ter um arquivo de lembranças doentias e amargas.
Para cultivar um lar feliz…
3. Os FILHOS devem OBEDECER os seus PAIS
“Vocês, filhos, devem sempre obedecer a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor.” (v.20)
Alguns pontos importantes merecem destaque nesta matéria:

  • A obediência dos filhos aos pais é IMPERATIVA

“Vocês, filhos, devem sempre obedecer a seus pais…” (v.20)
A autoridade dos pais é uma autoridade delegada por Deus. Por isso, rejeitar a autoridade deles é rejeitar a autoridade de Deus. A rebeldia ou desobediência aos pais é um grave pecado e traz consequências muito graves aos infratores. Os filhos que não aprendem a obedecer aos pais não obedecerão a nenhuma outra autoridade. A desobediência aos pais é um sinal da decadência e do fim do mundo. Preste atenção no que Paulo escreveu ao jovem pastor Timóteo:
“É importante para você saber isto também, Timóteo, que nos últimos dias vai ser muito difícil ser servo de Cristo. Porque as pessoas só amarão a si mesmas e ao dinheiro; serão incapazes de se controlarem, orgulhosas, zombarão de Deus, desobedecendo aos pais, sendo ingratas e completamente más. Serão duras de coração e nunca se submeterão aos outros; serão sempre mentirosas e desordeiras, e não se incomodarão com a imoralidade. Serão rudes e cruéis, e escarnecerão daqueles que procuram ser bons.” (2ª Timóteo 3.1-3)
O filho que não aprende a obedecer aos pais dificilmente se sujeitará a alguma autoridade quando adulto. Afrontará os professores, a polícia, os patrões e qualquer pessoa que tente exercer autoridade sobre ele. O colapso da autoridade em nossa sociedade reflete o colapso da autoridade no lar.

  • A obediência dos filhos aos pais é ABRANGENTE

“Vocês, filhos, devem sempre obedecer a seus pais em tudo…” (v.20)
A obediência dos filhos aos pais deve ser integral, alegre e voluntária. Obediência parcial é o mesmo que desobediência, e desobediência é rebelião. Os filhos precisam obedecer em tudo, e não apenas naquilo que lhes dá prazer. Muitos filhos seriam poupados de dores, lágrimas e perdas irrecuperáveis se tivessem obedecido a seus pais. A obediência pavimenta a estrada da bem-aventurança.

  • A obediência dos filhos aos pais é AGRADÁVEL a Deus

“Vocês, filhos, devem sempre obedecer a seus pais em tudo, pois isso agrada ao Senhor.” (v.20)
A obediência é agradável diante de Deus, visto que Ele mesmo já estabeleceu uma recompensa para essa obediência: vida bem-sucedida e longa sobre a terra. A relação de um filho não pode estar bem com Deus se tiver truncada com os pais. Antes de construir uma relação de intimidade com Deus, precisamos pavimentar o caminho da nossa relação com os pais. Os filhos não devem obedecer apenas quando tem vontade ou quando concorda com a decisão dos pais. Ele deve obedecer por princípio, sabendo que Deus honrará sua decisão de obedecer. Isso agrada ao Senhor.
Para cultivar um lar feliz…
4. Os PAIS devem estabelecer uma boa COMUNICAÇÃO os seus FILHOS
“Pais não irritem seus filhos, a ponto de eles ficarem desanimados.” (V.21)
Os pais são exortados a estabelecerem uma boa comunicação com os seus filhos – eles não devem ser irritados. E quando é que os pais irritam os seus filhos?

  • Quando há COERÊNCIA nos pais
  • Quando não há REGRAS CLARAS na disciplina
  • Quando não há DIÁLOGO
  • Quando há INJUSTIÇA ou excessiva SEVERIDADE
  • Quando os pais não têm TEMPO para os filhos
  • Quando os pais COMPARAM seus filhos
  • Quando há CONFLITOS na orientação dos filhos
  • Quando os pais BRIGAM e se DIVORCIAM

Existem pais que, por serem liberais, empurram os filhos para o abismo da perversidade e da licenciosidade. Por outro lado, há pais que são tão rígidos, dogmáticos e severos na disciplina que os filhos estão condenados a conviver com um espírito cheio de apatia e de revolta. O caminho cristão é disciplinar com amor e perdão, seguindo o modelo de Deus.
Os pais que irritam os filhos pecam contra Deus porque se insurgem contra os princípios estabelecidos por Ele; e pecam contra os filhos porque destroem a vida emocional e espiritual deles, ao invés de educá-los com amor e sabedoria. Os pais que não conseguem disciplinar a si mesmos não são capazes de disciplinar os filhos. Só quando os pais se sujeitam um ao outro e ao Senhor é que podem exercer autoridade espiritual e física apropriada e equilibrada sobre os filhos.
Filhos irritados são filhos desanimados, e filhos desanimados ficam expostos aos ataques de Satanás e do mundo. Quando uma criança não é devidamente encorajada em casa, procura auto-afirmação noutros lugares. Os pais precisam dosar disciplina e encorajamento. O caminho correto é o equilíbrio. É preciso disciplina, mas, também, encorajamento. Por isso, os pais precisam estabelecer uma boa comunicação com os seus filhos para que o resultado seja vida, e não morte.
Conclusão:
Os princípios que aprendemos hoje já eram conhecidos de todos nós. O problema é que continuamos fazendo do nosso jeito ao invés de fazer do jeito de Deus. Qual o resultado disso: um lar infeliz. Se quisermos construir e cultivar um lar feliz, não há outro caminho senão praticar os princípios ensinados pela Palavra de Deus. Se assim fizermos, ainda que enfrentemos as lutas da caminhada da vida, seremos capazes de construir e cultivar um lar feliz.
Para cultivar um lar feliz…
1. A ESPOSA deve ser SUBMISSA ao seu MARIDO
2. O MARIDO deve AMAR a usa ESPOSA
3. Os FILHOS devem OBEDECER os seus PAIS
4. Os PAIS devem estabelecer uma boa COMUNICAÇÃO os seus FILHOS

 

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