Em Meio ao Caos (29/11/2015 – manhã)

EM MEIO AOS CAOS
mensagem pregada pelo Pr. Marcelo Coelho Fernandes
“E o muro foi concluído no vigésimo quinto dia do mês elul, em cinquenta e dois dias.” (Neemias 6.15)
Este verso é o contexto da reedificação dos muros de Jerusalém. A cidade estava um caos. Em Jerusalém os muros estavam caídos e as portas queimadas a fogo. A cidade ou que restara dela jazia em meio aos escombros. Suas defesas eram nulas, e aquela que em outros tempos era uma importante cidade do mundo, agora estava à mercê das feras, dos salteadores e enfrentava o abandono moral, espiritual e social. No entanto, mesmo em meio ao caos instalado, Deus levantou um homem chamado Neemias que cheio de coragem e fé, reconstruiu os muros da cidade.
Neemias foi um homem que prevaleceu em sua missão. A bíblia diz que em cinquenta e dois dias, ele restaurou os muros quebrados da cidade de Jerusalém que estavam em ruínas havia mais de cem anos. Ele foi instrumento de Deus para transformar o caos que estava àquela cidade. Importante dizer também, que Neemias não apenas ergueu muros, mas também restaurou valores e princípios que deram ao povo uma nova perspectiva de vida.
Quando observo a história de Neemias, chego à conclusão de que a edificação de uma igreja relevante, de uma igreja que faça a diferença e cumpra a sua missão neste tempo, depende de nos levantarmos com algumas atitudes semelhantes à de Neemias. Quais foram às atitudes de Neemias em meio ao caos?
Em meio ao caos…
1. Estejamos SENSÍVEIS às REALIDADES que nos cercam.
“Eles me contaram que aqueles que não tinham morrido e haviam voltado para a província de Judá estavam passando por grandes dificuldades. Contaram também que os estrangeiros que moravam ali por perto os desprezavam. Disseram, finalmente, que as muralhas de Jerusalém ainda estavam caídas e que os portões que haviam sido queimados ainda não tinham sido consertados… Quando ouvi isso, eu me sentei e chorei.” (Neemias 1.3-4 NTLH)
Neemias ouviu as notícias sobre a situação de Jerusalém e chorou. A situação de Jerusalém mexeu com o coração dele. Quando vejo Neemias chorando por Jerusalém, lembro-me de Jesus.
“Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela… e disse: Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz!” (Lucas 19.41-42 NTLH)
Tanto o texto de Neemias quanto o de Jesus nos mostram o amor que eles tinham pelas pessoas daquela cidade, pelas pessoas que os cercavam. Por isso, não podemos amar pouco aquilo que Jesus amou muito.
Eu pergunto – como vai o nosso amor pelas pessoas que nos cercam? Como vai o nosso amor pela nossa cidade? Jesus disse que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriaria. Creio que estamos vivendo um tempo de esfriamento do amor, esfriamento dos relacionamentos, esfriamento da solidariedade. Cada vez nos tornamos mais céticos, mais frios quanto às necessidades daqueles que estão à nossa volta. Estamos perdendo a nossa capacidade de chorar, inclusive chorar com os que choram. Isso faz com que percamos a nossa capacidade de ver a dor de quem está do nosso lado, dentro e fora da igreja.
Por isso, devemos chorar por nós mesmos ao percebemos o quanto estamos longe dos planos de Deus para nossa vida. Somente pessoas de coração quebrantado podem transformar um lugar de caos num lugar de benção.
Em meio ao caos…
2. Estejamos DISPOSTOS a orar.
“Quando ouvi isso, eu me sentei e chorei. Durante alguns dias, eu fiquei chorando e não comi nada. E fiz a Deus está oração…”  (Neemias 1.4 NTLH)
Neemias chorou e lamentou durante alguns dias, mas não foi só isso o que ele fez. Ele também orou e jejuou. Essa realidade que nos cerca não vai mudar se ficarmos só chorando. Essa realidade vai mudar se dobrarmos os nossos joelhos e buscarmos ao Senhor.
Deus pode fazer muito mais do que pedimos ou pensamos com um povo que ora. Quando oramos revelamos dependência de Deus. Não podemos edificar uma igreja que prevalece a partir do nosso potencial, pois o nosso potencial não passa de trapos de imundícia. Deus é o potencial. Ele edifica a sua igreja a partir do seu potencial quando dobramos os nossos joelhos e oramos.
Talvez muitas coisas ainda não aconteceram nessa cidade por falta de oração e Jejum. A igreja primitiva era um exemplo de uma igreja que prevalecia, pois eles eram perseverantes na oração.
“E todos continuavam firmes, seguindo os ensinamentos dos apóstolos, vivendo em amor cristão, partindo o pão juntos e fazendo orações.” (Atos 2.42 NTLH)
Quando essa igreja orava, os presos eram soltos, os enfermos eram curados, os endemoninhados eram libertos, as portas das prisões eram abertas, portas para o evangelho eram escancaradas, e a palavra de Deus prevalecia. Para mudar a realidade da nossa cidade é preciso orar e Jejuar.
Em meio ao caos…
3. Estejamos UNIDOS para o trabalho.
“Mas aí eu lhes disse: Vejam como é difícil a nossa situação! A cidade de Jerusalém está em ruínas, e os seus portões foram destruídos. Vamos construir de novo as muralhas da cidade e acabar com essa vergonha… Então contei a eles como Deus havia me abençoado e me ajudado. E também contei o que o rei me tinha dito. E eles me disseram: Vamos começar a reconstruções! E se aprontaram para começar o trabalho.” (Neemias 2.17-18 NTLH)
“Então continuamos a reconstruir as muralhas, e logo elas já estavam na metade da sua altura total porque o povo estava animado para trabalhar.” (Neemias 4.6 NTLH)
Todos estavam unidos com o mesmo propósito: reedificar o muro. Hoje é importante que todos nós estejamos unidos no propósito de edificar uma igreja viva e relevante, que faça diferença neste lugar. Precisamos estar unidos na oração, no estudo da Palavra, nas celebrações, nas células, nos desafios como igreja…

  • Unidos na assistência aos necessitados…
  • Unidos na evangelização deste bairro…
  • Unidos na adoração, apesar de gostos e preferências pessoais…
  • Unidos na dedicação das nossas vidas e bens…

Se estivermos unidos, o Senhor pelejará por nós (4.20) e fará muito mais do que podemos até imaginar.
Conclusão:
Deus quer edificar uma igreja viva e relevante, que faça diferença neste bairro. Só depende de nós tomarmos as atitudes que Ele está esperando. Que sejamos mais sensíveis às realidades que nos cercam; que estejamos dispostos a orar mais e que nos unamos ainda mais em torno de um único propósito.

 

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