ENCONTROS COM JESUS – O Encontro de Jesus com os Discípulos

SÉRIE DE MENSAGENS “ENCONTROS COM JESUS”
O ENCONTRO DE JESUS COM OS DISCÍPULOS | 06/07
mensagem pregada pela Pra. Tatiana Ramos
Texto Bíblico: João 17
Estamos na sexta mensagem da série “ENCONTROS COM JESUS”. Já tivemos oportunidade de ver Jesus revelando o poder do Pai, seu amor aos que precisavam de milagres. Nessa noite o encontro com Jesus é um encontro com aqueles que se aprofundaram em um relacionamento com Ele além do milagre.
É um encontro que acontece no final do ministério de Jesus, aqui na terra. Um encontro que envolveu uma oração que comissionou pessoas para uma missão revolucionaria o mundo. A missão das boas novas; o sonho viraria realidade e os homens novamente teriam acesso ao Pai, e o Pai estabeleceria seu Reino para sempre através do sacrifício de Jesus e sua vitória contra morte. É nesse clima de despedida que Jesus dá os últimos ensinamentos para que os discípulos o representassem depois de sua partida para o Pai.
Nesse encontro de Jesus com seus discípulos veremos, nessa noite, cinco princípios que marcaram aqueles discípulos e que chegaram até nós, e também podem marcar a sua vida e das próximas gerações que desejarem ser mais do que expectadores ou consumidores de milagres. Nesse encontro com seus discípulos, Jesus nos ensina os seguintes princípios:
1º Princípio – O Princípio da ORAÇÃO
“Depois de dizer essas coisas, Jesus olhou para o céu e disse: Pai, chegou a hora. Revela a natureza divina do teu Filho a fim de que ele revele a tua natureza gloriosa.” (v.1)
O texto nos leva a saber o que Jesus estava fazendo antes dessa oração de tantos princípios. Quando lemos os capítulos anteriores, percebemos que, depois que Judas saiu da mesa da última ceia, Jesus começou preparar os seus discípulos para sua morte. Falar de morte não é um assunto agradável, quanto mais quando se fala de uma pessoa que nos inspira, que é nossa esperança, que produz em nós tantas sensações celestiais, como era Jesus. Vivemos essa semana mais uma tragédia em nosso país, a morte de muitas pessoas em um desastre aéreo. Como é difícil conviver com a realidade de que somos o sopro da vida, como é triste saber que sonhos foram sepultados de uma hora para outra.
Nesse encontro dos discípulos com Jesus, Ele estava preparando-os para esse momento difícil, dando palavras de coragem, de consolo, fazendo promessas e revelando, também, os dias difíceis que eles enfrentariam e, para finalizar, essa dura conversa, Ele terminou com uma oração. Jesus nos ensina que na hora da aflição não devemos nos desesperar, mas orar. Jesus queria deixar o exemplo para aqueles que o representariam na terra, que, quando eles vivessem suas próprias dores e aflições, não deveriam se desesperar, mas deveriam orar, como Ele estava fazendo.
Jesus estava relatando a sua própria morte, estava dizendo como seria a vida depois de sua partida. Um momento crucial no ministério de Jesus, um momento que Ele sabia que sua obediência mudaria a humanidade, mas para isso teria que enfrentar a morte e morte de cruz, e Ele, em seu trabalho de discipulado, ensina o principio da oração para sair vencedor.
Nesse princípio, fica claro que Jesus estava totalmente no centro da vontade do Pai, Ele sabia que a morte era a concretização do plano de redenção do seu humano. Em sua oração, ele exalta o nome de Deus, Ele louva o nome de Deus, Ele sabe que tudo que relatou não está fora de controle. A Sua oração demonstrou a certeza de que tudo pertencia a Deus e o que Deus lhe havia enviado para fazer, estava chegando ao fim, e o nome de Deus seria glorificado.
Nós, como discípulos de Jesus, precisamos ser pessoas que desenvolvem o princípio da oração, não só para petição e, sim, para ensinar a outros que quem está no controle das nossas vidas é o Pai. Os primeiros discípulos, quando enfrentaram a perseguição, pediram a Deus que desse a eles coragem para que continuassem na missão, apesar das aflições. Eles foram lembrados de como seu Mestre orou em um momento de aflição.
Usando esse princípio no nosso dia-a-dia, podemos ser como Jesus, ter orações que revelam quem somos, a quem oramos e nossa missão. O texto diz que, depois de todo relato dos acontecimentos dos próximos dias, Jesus olha para os céus e diz: Pai. Discípulos que encontraram Jesus praticam o princípio da oração para glorificar o nome de Deus e revelar que o Deus do céu é o seu Pai.

“Na hora da aflição não se desespere, ore!”

2º Princípio – O Princípio do PERTENCIMENTO
“Pois tens dado ao Filho autoridade sobre todos os seres humanos para que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, que és o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo.” (v.2,3)
Jesus sabia de onde tinha vindo, porque veio e a quem pertencia. Jesus sabia o que o Pai, a que pertencia, lhe tinha lhe dado e no final da missão, deu o relatório bem-sucedido. Com essa afirmação de Jesus nesses versículos, fica claro que o que Ele recebeu (sua missão, sua capacidade) vinha do próprio Deus. O que nos falta em nossos dias é sermos convictos de onde viemos, por quem vivemos e que voltaremos e daremos conta do que foi nos designado.
Muitas das dificuldades que encontramos de constâncias de pessoas na Igreja passa por essa falta de convicção a respeito de quem ela pertence, quem é a pessoa a quem ela adora, e que posição e filiação ela recebe do Senhor Jesus. Elas confundem religião, denominação, comunidade de fé com Reino de Deus. Por isso tantas pessoas estão frustradas, desviadas, porque não compreenderam quem são, de quem são e para quê estão aqui. Elas receberam um evangelho que tem mais a ver com esse mundo, do que com o que é do céu.
Quem pertence a Deus e seu Reino, tem dentro de si o desejo diário de conhecer o Reino que só pode ser conhecido através da pessoa de Jesus, da sua Palavra e do seu Espírito. O que desejamos conhecer, define a quem pertencemos.

“Quem pertence ao Reino, deseja conhecê-lo cada vez mais!”

3º Princípio – O Princípio do RELACIONAMENTO
“Eu mostrei quem tu és para aqueles que tiraste do mundo e me deste. Eles eram teus, e tu os deste para mim. Eles têm obedecido à tua mensagem […] Pois eu lhes entreguei a mensagem que tu me deste, e eles a receberam, e ficaram sabendo que é verdade que eu vim de ti, e creram que tu me enviaste. […] Não peço somente por eles, mas também em favor das pessoas que vão crer em mim por meio da mensagem deles. E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste.” (v.6,8,20-21)
Nesses versos Jesus revela que se relacionou com seus discípulos para que eles conhecessem a Deus e, através desse conhecimento, transferissem o que receberam, e que copiassem a mesma unidade de propósito que eles tinham; então, o mundo creria que Jesus veio para unir o homem a Deus e resgatar o que se havia perdido com o pecado. Jesus passou três anos revelando o Pai, vida na vida com seus discípulos. E assim Ele continua conosco, seus discípulos atuais. Nós não nos relacionamos com Jesus na igreja. Na igreja celebramos o que vivemos com Ele vinte e quatro (24) horas por dia.
Quando você se encontra com Jesus como discípulo você recebe orientações dos céus, e quem recebe dos céus, precisa compartilhar com outros. Não podemos ser discípulos de Jesus e reter o que recebemos Dele, e também não podemos ser discípulos e não receber Dele, precisamos estar abertos para as revelações do Pai. Relacionamento gera unidade. Relacionamento gera uma unidade que traz o Reino do céu para terra. Somente unidos mostraremos a quem pertencemos. Precisamos parar de nos dividir por questões pessoais e nos unir por questões espirituais.
Temos uma missão de mostrar Jesus, as boas notícias, para o mundo. Temos a solução que os homens tanto procuram, mas nós nos perdemos em nossas percepções, andamos divididos e não em unidade. Nessa noite Jesus lembra a você que Ele veio, se revelou a cada um de nós, se relaciona conosco, para juntos continuarmos revelando o Pai ao mundo. O que você tem feito com o relacionamento conquistado na cruz? Tem recebido e compartilhado ou tem se distraído? Tem se unido ao seu egoísmo, aos seus achismos e tem perdido de se aprofundar em seus encontros com o Mestre?

“Quem se relaciona com Jesus, compartilha o que recebe e vive em unidade com Ele e seus irmãos.”

4º Princípio – O Princípio da PLENITUDE
“E agora sabem que tudo o que me tens dado vem de ti. […] E agora estou indo para perto de ti. Mas digo isso enquanto estou no mundo para que o coração deles fique cheio da minha alegria. […] Assim como eu não sou do mundo, eles também não são. Que eles sejam teus por meio da verdade; a tua mensagem é a verdade.” (v.7,13,16-17)

“Quem está satisfeito não fica à procura de migalhas!”

O que o mundo oferece é passageiro, é migalha. Nunca traz satisfação. Quanto mais as pessoas se envolvem com prazeres da carne, mas elas ficam insatisfeitas e insaciáveis. Nós, discípulos de Jesus, que temos encontros diários com Ele, não temos necessidade de pensar, agir e desejar as mesmas coisas do mundo. Discípulos estão sempre plenos, porque entendem que tudo que recebem vem do Pai, entendem que em Deus todas as suas necessidades são supridas. Com Deus não tem o aquém, mas ações que vão além do que pensamos ou pedimos. Discípulos de Jesus não se relacionam com Ele para receber, mas se relacionam porque já foram preenchidos. O vazio que fazia procurar satisfação, já foi preenchido. A busca acabou, agora só há gratidão, só há paz, só há presença.
Estamos vivendo dias difíceis na nossa nação. Como é triste termos governantes insaciáveis, governantes que não se cansam de agir para sua própria satisfação. E somos nós, que não somos desse mundo, que entendemos quem somos, por que nascemos e para onde voltaremos, que temos que nos levantar nessa nação, como pessoas que são sustentadas pelo Senhor, pessoas que são plenas no Senhor e que revelam uma vida de santidade.
Somos nós que precisamos mostrar o caminho de vida eterna e plena, que muitos estão procurando em ideologias, filosofias, religiões, prazeres diversos, mas o resultado será somente frustração, porque não são nessas coisas, e sim na pessoa de Jesus, que tudo tem sentido, que tudo gera vida, que tudo entra no eixo, que tudo produz bênçãos.
5º Princípio – O Princípio do AMOR
“Eu fiz com que eles te conheçam e continuarei a fazer isso para que o amor que tens por mim esteja neles e para que eu também esteja unido com eles.” (v.26)
Jesus veio ao mundo por amor e para que o amor do Pai estivesse em nós. Estamos terminando um ano, onde massificamos sobre o tema amor. Foram várias mensagens, eventos, leituras, mas nada disso consegue florescer se não decidirmos agir em amor. Quando encontramos com Jesus somos impactados com um amor do outro mundo, o amor dos céus. Esse amor nos leva agir com amor com as pessoas mais difíceis, mais vulneráveis, mais carentes. Jesus nos convida a andar a segunda milha com quem não merece, a perdoar aqueles que nos feriram, a abençoar quem nos persegue e, a orar por nossos inimigos.
Somente discípulos de Jesus conseguem amar com esse amor. Esse amor vai além das poesias, vai além da vontade, vai além do protocolo. É o amor que nos faz crucificar, decidir morrer e ressuscitar em uma nova pessoa que possui ações que revelam o amor do Pai.
Você pode avaliar seu relacionamento com Deus e sua caminhada com discípulos, não com seu currículo religioso, não com suas ações ministeriais, mas, sim, com suas ações de amor com seu próximo. Gostaria que você pensasse em uma pessoa ou em várias pessoas com quem você tem dificuldade de revelar esse princípio do amor. Escreva o nome dessa pessoa em seu esboço e peça ajuda do seu Mestre para amá-la com o amor que você tem recebido Dele.
Conclusão:
Em muitos encontros anteriores que vimos nessa série, a multidão sempre estava presente e presenciava os grandes feitos de Jesus, mas eram meros expectadores ou consumidores das ações de Jesus. Esse encontro é só para os que decidiram ir além do holofote, para aqueles que decidem pagar o preço para revelar ao Pai ao mundo, para aqueles que valorizam mais o secreto do que a multidão, para aqueles que querem desenvolver princípios de oração, pertencimento, relacionamento, plenitude e amor. Esse encontro é para filhos obedientes gerados pelo filho Amado Jesus.
Quem você desejará ser nessa noite: um discípulo ou só mais um perdido na multidão? Sempre é tempo de se tornar um discípulo e de se aproximar mais de Jesus, o nosso Mestre.
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