O Grande Doador nos Deu Autoridade

40 Dias de Doação | 14/17
O GRANDE DOADOR NOS DEU AUTORIDADE
mensagem pregada pelo Pr. Acyr Júnior
“Chamando os doze para junto de si, enviou-os de dois em dois e deu-lhes autoridade.” (Marcos 6.7)
Autoridade significa o direito e a capacidade de comandar, fazer leis, exigir obediência e julgar. Em outras palavras, a nossa autoridade é o fundamento ou o padrão que temos para distinguir o certo do errado.
Em todas as áreas, tem que haver um padrão de autoridade. Para as distâncias, a autoridade é o metro; para o peso, é a balança; para o tempo, o relógio; na escola, o diretor. Dependemos da autoridade para tudo o que realizamos; sem autoridade, só há confusão e anarquia.
Desde o início da criação, o Grande Doador deu autoridade espiritual a seus filhos. Você já recebeu a autoridade dada por Deus. O segredo para mantê-la é a santidade. A autoridade dada pelo Grande Doador é a mais importante e não pode ser criada pelo homem. Ela é delegada por Deus a homens que, por sua vez, transferem-na a outras pessoas de acordo com a direção divina. Jesus recebeu autoridade do Pai e a passou aos apóstolos, que transferiram aos seus discípulos, até que tal autoridade chegasse aos nossos dias. Cristo deu a você a Sua autoridade para que você realize seu ministério e cumpra o seu chamado.
O Grande Doador transmitiu autoridade espiritual a três grupos específicos de pessoas:

  • Aos PAIS

“Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. Honra teu pai e tua mãe – este é o primeiro mandamento com promessa – para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra.” (Efésios 6.1-3)

  • Aos LÍDERES ESPIRITUAIS

“Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas. Obedeçam-lhes, para que o trabalho deles seja uma alegria, não um peso, pois isso não seria proveitoso para vocês.” (Hebreus 13.17)

  • Aos GOVERNANTES

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se opondo contra ao que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos.” (Romanos 13.1-2)
O princípio de autoridade de governo é bíblico e inegociável. Você pode não gostar nem um pouco desse princípio, mas, ainda assim, ele continuará sendo um fundamento estabelecido por Deus. Honrar os pais, os líderes espirituais e os governantes pode parecer um simples ato de civismo, porém no mundo espiritual essa atitude revela submissão à soberania divina. Quando você respeita aquilo que Deus constituiu, é abençoado.
Submeter-se a uma autoridade espiritual não tem a ver com gosto, vontade ou preferência, mas com honra a Deus, pois toda autoridade que existe foi instituída por ele. O ato de honrar as autoridades estabelecidas sempre será, primeiramente, um ato de honra a Deus, que o conduzirá em todos os seus caminhos.
Olhando para os três grupos de pessoas às quais o Grande Doador transmitiu autoridade espiritual, podemos aprender alguns princípios fundamentais na construção de um caráter que corresponda às expectativas de Deus.
1. A autoridade dos PAIS – Princípio da HONRA
A palavra grega para honra significa reverenciar, estimar e valorizar. Honrar é dar respeito não apenas pelo mérito, mas, principalmente, pela posição. Certamente honrar pai e mãe incluirá obediência, mas esta responsabilidade acarreta muito mais. Os filhos deverão dirigir-se a seus pais com respeito, sem grosseria ou sarcasmo. Os filhos demonstram respeito por seus pais ouvindo o que eles têm a dizer. O escritor de Provérbios aconselhou da seguinte forma:
“Ouça com respeito o pai que o criou e não deixe de lado a sua mãe quando ela envelhecer.” (Provérbios 23.22)
É interessante que cada momento de nossas vidas demanda uma manifestação de honra específica. Enquanto crianças, a honra se manifesta pela obediência aos pais. Enquanto adolescentes e jovens, a honra se manifesta pela valorização dos pais. Enquanto adultos, a honra se manifesta pelo cuidado com os pais. Sobre a honra, o Pr. Bill Johnson, em seu livro “A Cultura da Honra”, escreveu o seguinte:

“O princípio da honra especifica que reconhecer com exatidão quem as pessoas são nos posicionará para dar a elas o que merecem e para receber o presente de quem elas são em nossas vidas. […] A honra gera relacionamentos que dão vida e promovem vida. […] A vida flui através da honra.” (Bill Johson)

Honrar não é fácil, não é sempre divertido, e com certeza não é possível ser manifestada apenas com nossas próprias forças. No entanto, a honra é um caminho certo ao nosso propósito de vida: glorificar a Deus:

“Filhos, façam o que seus pais mandam. Isso alegra muito ao Senhor.” (Colossenses 3.20)
2. A autoridade dos LÍDERES ESPIRITUAIS – Princípio da LEALDADE
O ofício pastoral é um presente de Jesus Cristo à sua igreja. As atribuições de um pastor consistem em prover tudo o que for possível para o bem-estar espiritual do rebanho. Eles devem alimentar, proteger, dirigir e apascentar o rebanho. Por outro lado, o rebanho deve ter na mais alta conta o seu ministro. Em outras palavras, o rebanho deve conceder a ele a mais alta dignidade, afinal de contas, o trabalho de um pastor é o mais importante e o que exige maior responsabilidade.
Essa lealdade não pode se confundida com a “PRIVAÇÃO” da liberdade de pensar e agir, mas deve ser entendida como uma oportunidade de servir a Deus através da obediência aos líderes espirituais que Deus levanta no meio do Seu povo para edificá-lo em amor. Paulo, escrevendo aos crentes de Tessalônica, disse o seguinte:
“Agora, amigos, pedimos que vocês sejam fiéis e honrem os líderes que trabalham arduamente por vocês, a quem foi dada a responsabilidade de encorajar e orientar vocês na obediência. Tenham toda consideração e amor por eles!” (1ª Tessalonicenses 5.12-13, AM)
Paulo está pavimentando o caminho de um relacionamento saudável dentro da igreja. E uma igreja saudável tem uma liderança bíblica e ovelhas que o amam, o respeitam e o tratam com a máxima consideração. Não há nada de errado em honrar, com lealdade, servos fiéis de Deus, desde que o Grande Doador receba a glória. Paulo também escreve o seguinte:
“Dê um prêmio aos líderes que fazem um bom trabalho, especialmente aos que se esforçam na pregação e no ensino.” (1ª Timóteo 5.17, AM)
3. A autoridade dos GOVERNANTES – Princípio da SUJEIÇÃO
No que lemos da carta aos Romanos, o termo usado para “sujeição” não se refere ao servilismo. Trata-se de uma sujeição como convém no Senhor. Essa sujeição visa evitar a desordem e promover a paz. Como é difícil compreender que precisamos estar sujeitos aos nosso governantes, ainda mais em um tempo onde só se fala de corrupção. Porém, o apóstolo Pedro deixa uma palavra aos nossos corações:
“Deixem o Senhor orgulhoso de vocês, sendo bons cidadãos. Respeitem as autoridades, qualquer que seja o nível delas. Elas são emissárias de Deus, responsáveis por manter a ordem. É vontade de Deus que, ao fazer o bem, vocês possam curar a ignorância dos tolos que o consideram um perigo para a sociedade. Usem da sua liberdade para servir a Deus, não para quebrar as regras. Tratem todos com dignidade. Amem sua família espiritual. Temam a Deus. Respeitem o governo.” (1ª Pedro 2.13-17 AM)
Em que sentido, então, Paulo nos ordena obedecer, em sujeição, às autoridades governamentais? Isto significa que se um vereador aparecer na minha casa dando ordens sobre como devo me vestir ou usar minhas finanças, eu devo a ele irrestrita submissão? Isto significa que se a presidente do país comissionar na televisão que todos pintemos as paredes de sua mansão, ou aparemos a grama de seu jardim, nós pecaríamos diante de Deus se a desacatássemos? Se você tem um primo governador, e ele chega na sua casa cantando de galo, você deve fazer tudo o que ele mandar?
Absolutamente não. O modo como Paulo vai explicar esta sujeição deixa evidente seu interesse em uma obediência não ao indivíduo governante, mas à autoridade governamental no exercício de sua função. Na verdade, a melhor análise sobre a sujeição aos governantes, está na resposta que você dá às seguintes perguntas:
Você é um cidadão exemplar? Exerce a sua cidadania conscientemente? É obediente às leis? Você paga corretamente seus impostos? Solicita a nota ou cupom fiscal em todas as suas compras, auxiliando para que os outros paguem seus impostos adequadamente? Você compra produtos piratas ou de origem duvidosa, só porque são mais baratos? Paulo, escrevendo a Tito, disse o seguinte:
“Aconselhe o povo a respeitar as autoridades e a serem cumpridores da lei, sempre prontos a dar a quem precisa. Nada de insultos ou brigas. O povo de Deus deve ser cortês e ter coração aberto.” (Tito 3.1-2, AM)
Conclusão:
Só vai entender, de fato, o que é autoridade aquele que já compreendeu que a fonte de toda autoridade está no Grande Doador. A autoridade não deve ser entendida por aquilo que pensamos e achamos, mas por aquilo que a Palavra do Grande Doador nos ensina. Os pais são falhos. Os líderes espirituais são falhos. As autoridades civis são falhas. Porém, o Grande Doador nunca falhou, não falha e nunca falhará. O nosso papel é honrar, obedecer e sujeitar. O restante é por conta de Deus.
Podemos e devemos ficar indignados diante das injustiças sociais; irados diante de pais que maltratam seus filhos; decepcionados com líderes espirituais que desonram o seu ofício. Porém, as nossas atitudes, enquanto cristãos, devem promover a glória de Deus!
O Grande Doador nos deu autoridade. E nós precisamos, também, repartir essa autoridade dada por Deus. Mas, para isso, precisamos compreender os princípios que envolvem essa autoridade:

  • HONRA
  • LEALDADE
  • SUJEIÇÃO

 

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