Orando para que o Céu Venha à Terra (22/11/2015 – manhã)

ORANDO PARA QUE O CÉU VENHA À TERRA
mensagem pregada pelo Pr. Acyr Júnior
“Vocês, orem assim: Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia. Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.” (Mateus 6.9-13)
Esta oração, conhecida como a oração modelo de Jesus, fornece a instrução mais clara sobre como podemos trazer a realidade de seu mundo para este aqui. A oração bíblica é sempre acompanhada pela obediência radical. A resposta de Deus à oração com obediência libera a natureza do céu em nossas circunstâncias deterioradas.
O modelo de Jesus revela duas prioridades reais da oração: a intimidade com Deus expressa na adoração e trazer seu reino à terra, estabelecendo seu domínio sobre as necessidades da humanidade. Sobre o propósito por trás da oração, vale ressaltar que este mundo é nossa atribuição, mas não nossa casa. Nosso propósito é eterno. Os recursos necessários para completar essa atribuição são ilimitados. Esses recursos só são liberados através da oração. Como, então, podemos orar para que o céu venha à terra? Vamos aprender os segredos com a oração que Jesus nos ensinou.
1º Segredo – Louvor e Adoração
“… Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.” (Mateus 6.9)
Pai é um título de honra e um chamado para o relacionamento. O que o Senhor fez para tornar possível que o chamemos de “Pai nosso” é tudo o que alguém precisa ver para começar a ser um verdadeiro adorador. Santificado quer dizer respeitado ou reverenciado. Essa também é uma expressão de louvor. No livro do Apocalipse, fica óbvio que o louvor e a adoração são atividades básicas no céu. E o mesmo deve ser verdade para os cristãos aqui na terra. Quanto mais vivemos como cidadãos do céu, mas atividades do céu influenciam nosso estilo de vida.
O simples fato de andarmos pelas ruas do nosso bairro, da nossa cidade, vai chamar a atenção das pessoas ao nosso redor, não por nossa causa, mas por causa da presença de Deus em nossas vidas. Será que a nossa vida tem trazido a realidade do céu à terra? Será que o céu tem tocado as pessoas ao nosso redor através da nossa vida? Qual é a realidade manifesta através de você, céu ou inferno? A oração que traz o céu à terra é aquela que estabelece honra e relacionamento com o Pai. O resultado é vida na terra com qualidade de vida no céu.
2º Segredo – Ore para que o Céu venha à Terra
“Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.” (Mateus 6.10)
Esse é foco primário de toda oração: se existe céu, ele tem de ser manifestado na terra. É o cristão que ora que manifesta a expressão do céu aqui na terra. Quando ele ora de acordo com a vontade revelada de Deus, a fé é específica e focada. Ela se apodera dessa realidade. A fé perseverante não abre mão do céu. Esse tipo de invasão leva as circunstâncias daqui a se alinhar com o céu.
As nossas ruas deveriam ser conhecidas por ter a mesma pureza e bênção do céu. Tudo o que acontece aqui deve ser uma sombra do céu. Toda revelação do céu que Deus nos deu serve para nos preparar com o foco da oração.
Quanto do céu Deus quer que seja manifestado aqui na terra? Ninguém sabe ao certo. No entanto, por intermédio da história da igreja, sabemos que é mais do que temos agora. E sabemos pelas Escrituras que é mais do que já fomos capazes de conceber em nossa mente. A vontade de Deus é vista na presença dominante do Senhor, pois “onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade”. Onde quer que o Espírito do Senhor esteja demonstrando o senhorio de Jesus, a liberdade é o resultado. Uma outra forma de dizer isso é: quando o Rei dos reis manifestar seu domínio, o fruto desse domínio será a liberdade. Esse reino é chamado de Reino de Deus. O Senhor, em resposta ao nosso clamor, traz o seu mundo para o nosso.
Da mesma forma, se algo não tiver liberdade para existir no céu, também não poderá existir aqui. Mais uma vez, pela oração, temos de exercitar a autoridade que nos foi dada. Jesus disse:
“Eu lhes darei as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.” (Mateus 16.19)
Observe a expressão “terá sido”. A implicação é que apenas podemos ligar ou desligar o que já foi ligado e desligado lá no céu. Mais uma vez, o céu é nosso modelo.
3º Segredo – O Efeito do céu sobre as Necessidades Materiais
“Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.” (Mateus 6.11)
Existe alguém passando fome no céu? É claro que não. Esse pedido é uma aplicação prática de como o domínio do Senhor deve ser visto aqui na terra: suprimentos abundantes. O abuso de algumas áreas da prosperidade não é desculpa para o abandono das promessas de Deus de provisão abundante para os seus filhos. Ele tem prazer em fazer isso.
Por haver provisão completa e perfeita no céu, deve haver o mesmo aqui na terra. O céu estabelece o padrão para mundo material cristão: o suficiente para satisfazer os desejos nascidos de Deus e suficiente para “toda boa obra”. Nossa base legal para a provisão vem do modelo celestial fornecido a nós em Jesus Cristo. Paulo, escrevendo aos Filipenses, disse o seguinte:
“E o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades.” (Filipenses 4.19)
Segundo o quê? Sua riqueza. Onde? Em glória. Os recursos do céu têm de afetar nossa vida aqui e agora.
4º Segredo – O efeito do céu sobre os Relacionamentos Pessoais
“Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.” (Mateus 6.12)
Existe perdão no céu? Claro que não! O céu fornece o modelo para nosso relacionamento aqui na terra. Paulo, exortando os crentes de Éfeso, escreveu:
“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo. […] Portanto, sejam imitadores de Deus, como filhos amados.” (Efésios 4.32;5.1)
Estes versos deixam claro que nosso modelo é Jesus Cristo, aquele que ascendeu à direita do Pai, aquele cujo Reino buscamos. Mais uma vez, essa oração ilustra um forma prática de orar para que a realidade do céu cause um efeito no planeta Terra.
5º Segredo – O Efeito do Céu sobre o nosso Relacionamento com o Mal
“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal…” (Mateus 6.13a)
Não há tentação ou pecado no céu. Não há, tampouco, nenhuma presença do mal ali. Ficar separado do mal é uma evidência prática de que passamos a viver sob o governo do Rei. Essa oração não implica que Deus quer tentar-nos. Sabemos, graças a Tiago, que é impossível que Deus nos tente a pecar.
Esse tipo de oração é importante porque exige que encaremos nossa necessidade: a graça. Ela nos ajuda a alinhar o nosso coração com o céu, um coração com absoluta dependência de Deus. O Reino de Deus nos fornece um modelo para as questões do coração também.
Essa oração é realmente um pedido a Deus para que ele não nos promova além daquilo que nosso caráter é capaz de gerenciar. Algumas vezes, nossa unção e nosso dom estão prontos para receber mais responsabilidades, mas nosso caráter não. Quando a promoção vem cedo demais, o impacto de nosso dom traz um destaque que se transforma no estimulador de nossa queda.
A expressão “livra-nos do mal”, conforme tradicionalmente traduzida, significa, na verdade, “liberta-nos do maligno”. Um coração modelado segundo o céu é bem-sucedido na guerra espiritual. É por isso que a Bíblia diz:
“Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.” (Tiago 4.7)
Jesus, de fato, quis dizer: “não tenho nada a ver com Satanás”. O cristão tem de ficar completamente livre de toda influência e ligação com o maligno. Esse é o clamor transmitido nessa oração.
6º Segredo – Louvor e Adoração
“… porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.” (Mateus 6.13b)
O Reino de Deus é possessão do Senhor, e essa é a razão por que só ele pode dá-lo a nós. Quando declaramos essa realidade, iniciamos as declarações de louvor! Em toda a Escritura, ouvimos declarações similares a essa contida em sua oração modelo nas quais se afirma “toda glória e todo poder” pertencem ao Senhor.
Um famoso pregador disse que, se tivéssemos apenas dez minutos para orar, deveríamos gastar oito minutos só para louvar ao Senhor. Será maravilhoso perceber por quantos motivos podemos orar nos dois minutos restantes.
Conclusão:
A oração que Jesus nos ensinou tem dois objetivos principais: ministrar em nome do Senhor com base em um relacionamento pessoal e íntimo com ele; e trazer a realidade do seu governo – seu Reino – para a terra. A nossa oração precisa ser traduzida em uma vida que seja a representação do céu na terra. Pessoas serão marcadas drasticamente por aquilo que afetou drasticamente a nossa vida – o céu. Nossas ações e palavras aqui na terra precisam nos identificar como cidadãos do céu.

 

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