Pérgamo – A Igreja que Fraquejou

CARTAS ÀS IGREJAS DO APOCALIPSE – 03|07
CARTA À IGREJA EM PÉRGAMO | A IGREJA QUE FRAQUEJOU
mensagem pregada pela Pra. Tatiana Ramos
“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreva: Estas são as palavras daquele que tem a espada afiada de dois gumes. Sei onde você vive – onde está o trono de Satanás. Contudo, você permanece fiel ao meu nome e não renunciou à sua fé em mim, nem mesmo quando Antipas, minha fiel testemunha, foi morto nessa cidade, onde Satanás habita. No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. De igual modo você tem também os que se apegam aos ensinos dos nicolaítas. Portanto, arrependa-se! Se não, virei em breve até você e lutarei contra eles com a espada da minha boca. Aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao vencedor darei do maná escondido. Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe.” (Apocalipse 2.12-17)
Podemos dizer que Pérgamo era uma igreja que pregava uma coisa e, na maior parte do tempo, praticava outra bem diferente. O pecado da igreja de Éfeso era a intolerância sem amor e o de Pérgamo era a tolerância sem arrependimento. O desafio para a igreja de Pérgamo continua sendo o mesmo desafio para as igrejas de nosso tempo: Como professar a verdade e não praticar o erro? Como enfrentar o martírio e permanecer fiel diante do mundanismo? Como confessar a verdade e se comportar segundo a verdade? Como ser puros na doutrina e no dia-a-dia? Como ser fieis sem fraquejar?
Em busca de respostas, dividiremos nosso estudo em três partes: a postura recomendada por Deus; a prática reprovada na igreja e a promessa restauradora de Cristo.
1. A postura RECOMENDADA por Deus
De uma coisa o povo de Deus precisa estar certo, Deus conhece todas as coisas. Deus conhece as nossas obras, conhece o nosso sofrimento e conhece também o nosso contexto. Ele conhece as nossas motivações, sabe das nossas aflições e reconhece as pressões que sofremos. Por isso que quando ele olha para a igreja de Pérgamo ele diz:
“Sei onde você vive… Contudo, você permanece fiel…” (v.13)
Em outras palavras, “Sei os perigos que cercam vocês e as pressões que vocês sofrem. Sei também que vocês permanecem fieis”. Os cristãos de Pérgamo não fugiram do mundo, não abriram mão do nome de Cristo e não se intimidaram pelo sofrimento.
Pois bem, eis a postura recomendada por Deus; o tipo de postura que Deus deseja ver em sua igreja: uma igreja que vive no mundo, não foge do mundo, não se tranca dentro de suas quatro paredes, que ama o seu povo e a sua gente; que busca o bem da cidade e que ora por ela; uma igreja que não abre mão do conteúdo da fé, que não abre mão do que crê sobre a exclusividade Cristo; uma igreja que não se intimida frente ao sofrimento. Faz-nos bem lembrar do que Deus disse a Israel, quando eles estavam na Babilônia:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, a todos os exilados, que deportei de Jerusalém para a Babilônia: Construam casas e habitem nelas; plantem jardins e comam de seus frutos. Casem-se e tenham filhos e filhas; escolham mulheres para casar-se com seus filhos e deem as suas filhas em casamento, para que também tenham filhos e filhas. Multipliquem-se e não diminuam. Busquem a prosperidade da cidade para a qual eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela. Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não deixem que os profetas e adivinhos que há no meio de vocês os enganem. Não deem atenção aos sonhos que vocês os encorajam a terem. Eles estão profetizando mentiras em meu nome. Eu não os enviei, declara o Senhor.” (Jeremias 29.4-9)
2. A prática REPROVADA na igreja
Em Pérgamo havia uma postura recomendada por Deus, mas também havia uma prática que ele reprovava. Pérgamo exaltava a Cristo, mas não promovia a santidade. Eles se esqueceram de que a fé cristã relaciona-se essencialmente com a pessoa e obra de Cristo, por um lado, e com a vida de retidão e coerência com a verdade, de outro. Observe:
“Sei onde você vive – onde está o trono de Satanás. Contudo, você permanece fiel ao meu nome e não renunciou a sua fé em mim, nem mesmo quando Antipas, minha fiel testemunha, foi morto nessa cidade, onde Satanás habita. No entanto, tenho contra você algumas coisas: você tem aí pessoas que se apegam aos ensinos de Balaão, que ensinou Balaque a armar ciladas contra os israelitas, induzindo-os a comer alimentos sacrificados a ídolos e a praticar imoralidade sexual. De igual modo você tem também os que se apegam aos ensinos dos nicolaítas.” (v.13-15)
Ensinos de Balaão e ensinos dos nicolaítas são referências ao mesmo erro. Eram a mesma seita. O que o texto quer destacar é que haviam líderes e seguidores do mesmo erro. Que erro?
Balaão aconselhou a mistura. Aconselhou o incitamento ao pecado, a imoralidade sexual com mulheres pagãs. Aconselhou a infiltração, uma armadilha. Assim, os homens de Israel participariam de suas festas idólatras e se entregariam à prostituição. E o Deus santo se encheria de ira contra eles e eles se tornariam fracos e vulneráveis.
Os nicolaítas ensinavam que o crente não precisa ser diferente. Quanto mais ele pecar (de acordo com o ensino de Balaão) maior será a graça. Quanto mais ele se entregar aos apetites da carne, maior será a oportunidade do perdão. Eles faziam apologia ao pecado.
Portanto, “ensinos de balaão” significa comportar-se de forma mundana; ser como o mundo; e “ensino dos nicolaítas” é seguir líderes que destacam a graça em detrimento da lei moral de Deus, de forma a justificar os seus pecados. Ouça, porém, o que o Novo Testamento ensina sobre isto:
“Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele? Ou vocês não sabem que todos nós, que fomos batizados em Cristo Jesus, fomos batizados em sua morte? Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova.” (Romanos 6.1-4)
O que cremos deve moldar nosso caráter; deve influenciar o nosso comportamento; deve produzir em nós novas posturas. Porém, a igreja de hoje, a exemplo da igreja de Pérgamo, ama o ensino de Balaão e venera líderes nicolaítas. A igreja de hoje não nega a Cristo, mas quer viver como o mundo. Ela quer a doutrina de Cristo, mas pregada de forma a justificar os seus pecados; de maneira a camuflá-los, sem lhes dar importância: “Fale de Cristo, mas não fale de pecado e nem de comportamento”.
3. A promessa RESTAURADORA de Cristo
Sobre a fé cristã deste tempo, um famoso escritor disse que os cristãos evangélicos estão aderindo a estilos de vida hedonistas, materialistas, egoístas e sexualmente imorais com a mesma propensão que o mundo em geral. Esse escândalo do comportamento evangélico requer uma mudança drástica. A mesma requerida por Jesus à igreja de Pérgamo. Preste atenção na exortação que Jesus fez aos crentes da igreja de Pérgamo:
“Portanto, arrependa-se! Se não, virei em breve até você e lutarei contra eles com a espada da minha boca.” (v.16)
Se não mudarmos, a mesma palavra (espada) que sai da boca do Senhor Jesus para salvar, virá, e virá em breve, para sacramentar a condenação sob a qual o mundo já está por causa do pecado. O que fazer, então, para agarrar a promessa restauradora de Cristo?

  • Deixe a PALAVRA de Deus SONDAR o seu CORAÇÃO

“Ao anjo da igreja em Pérgamo escreva: Estas são as palavras daquele que tem a espada afiada de dois gumes.” (v.12)
Pense as suas atitudes e as suas posturas, construa a sua visão de mundo à luz da palavra de Deus. Deixe a palavra de Deus sondar seu coração.

  • SATISFAÇA-SE com o MANÁ do céu

“Ao vencedor darei do maná escondido…” (v.17)
Abandone os altares da idolatria material, sexual e religiosa. Satisfaça-se com Cristo.

  • Construa a sua IDENTIDADE nos PRIVILÉGIOS que você tem em Cristo

“… Também lhe darei uma pedra branca com um novo nome nela inscrito, conhecido apenas por aquele que o recebe.” (v.17)
Em Cristo, somos perdoados: “pedra branca”; construímos nova identidade: “novo nome”; recebemos privilégios exclusivos: “conhecido apenas por aquele que o recebe”. Quem recebe a Palavra e por ela se pauta; quem se satisfaz em Jesus Cristo; quem busca construir sua identidade em Jesus, não corre o risco de fraquejar.
Conclusão:

  • Pérgamo fraquejou por crer em Cristo, mas não se alimentar de Cristo (insatisfação);
  • Pérgamo fraquejou por crer em Cristo, mas não viver a Palavra de Cristo (instrução);
  • Pérgamo fraquejou por crer em Cristo, mas não se ver com as lentes de Cristo (identidade).

É esse o seu caso? Você já creu? Então, como você vive? Você ainda não crê? Seja você que diz crer ou você que ainda precisa crer, todos precisam crer e viver em novidade de vida, pela fé no Filho de Deus. Não podemos fraquejar. A Bíblia diz:
“Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também pelo Espírito. Não sejamos presunçosos, provocando uns aos outros e tendo inveja uns dos outros.” (Gálatas 5.22-26)
Quem está em Cristo deve ser e viver como uma nova criatura! Não fraqueje você também!!!

 

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