Preparando-se para um Ano de Restituição – Parte 1 (18/12/2014 – quinta)

PREPARANDO-SE PARA UM ANO DE RESTITUIÇÃO (PARTE 1)
mensagem pregada pelo Pr. Marcelo Coelho
“Agora, porém, declara o Senhor, voltem-se para mim de todo o coração, com jejum, lamento e pranto. Rasguem o coração, e não as vestes. Voltem-se para o Senhor, o seu Deus, pois Ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça.” (Joel 2.12-13)
Hoje quero falar sobre a necessidade da restituição da nossa vida. Há uma urgência em que a nossa vida volte para as mãos daquele que nos criou. A verdade é que a nossa vida está se acostumando com o pecado. E o pecado atrai a ira santa de Deus. O pecado provoca o juízo de Deus.
O profeta Joel está tocando a trombeta do juízo de Deus no capítulo 2. Os gafanhotos, a seca, a fome e os exércitos invasores estão assolando Israel. Essa trombeta fala do juízo de Deus. O profeta Joel entende que a crise é resultado do pecado do povo e do juízo de Deus contra o pecado. A volta para os braços de Deus começa com a consciência da crise que nos cerca. A restituição da nossa vida passa pela consciência dessa crise.
Estamos como Ziclague, feridos e saqueados pelo inimigo. Estamos como Sansão, um gigante que ficou sem visão e sem forças. Precisamos admitir: estamos em crise! A restituição acontece como resultado de uma volta para Deus, de onde nunca deveríamos ter saído. Sendo assim, de acordo com o texto que lemos, como é o processo dessa volta para Deus?
A restituição da nossa vida acontece…
1. Quando há uma volta URGENTE para Deus
“Agora, porém, declara o Senhor,…” (v. 12)
A despeito da crise, devemos nos voltar para Deus. A crise não deve nos empurrar para longe de Deus, mas para os seus braços. A nossa frieza não deve ser motivo de desalento, mas de forte clamor e profunda determinação para nos voltarmos para Deus. Os tempos de restituição vêm depois de um tempo de sequidão. O tempo de nos voltarmos para Deus é agora. A restituição é para hoje. O tempo de Deus é agora.
Muitos crentes estão também adiando a sua volta para Deus. Porém, agora é o tempo da graça e o tempo da visitação de Deus. O acerto de vida com Deus é urgente. O profeta Joel ordena:
“Tocai a trombeta em Sião.” (2:15)
A trombeta só era tocada em época de emergência. Mas a trombeta é tocada em Sião e não no mundo. O juízo começa pelos filhos de Deus. Primeiro os crentes precisam voltar-se para o Senhor, depois o mundo o fará. A restauração começa na minha vida, e pela minha vida, ela atinge o mundo. Quando acetamos a nossa vida com Deus, do céu brota a cura para a terra.
A restituição da nossa vida acontece…
2. Quando há uma volta para uma RELAÇÃO PESSOAL com Deus
“… voltem-se para mim…” (v. 12)
O caminho da restituição é aberto quando voltamos as costas para o pecado e a face para Deus. Não é apenas um retorno à igreja, à doutrina, a uma vida moral pura, mas uma volta para uma relação pessoal com Deus.
Os fariseus amavam mais a religião do que a Deus. Eles estavam mais apegados aos costumes religiosos do que a comunhão com Deus. A maior prioridade da nossa vida é Deus. Fomos criados para glorificarmos a Deus e desfrutarmos da sua intimidade.
Hoje buscamos as bênçãos de Deus e não o Deus das bênçãos. Corremos atrás da bênção e não do abençoador. O nosso alvo é satisfazer a nós mesmos e não voltarmo-nos para o Senhor. Temos muita religiosidade e muito pouca intimidade com Deus. Conhecemos muito acerca de Deus, e muito pouco a Deus. Estamos envolvidos com a obra de Deus, mas não temos intimidade com o Deus da obra.
Somos ativistas, mas não nos assentamos aos pés do Senhor. Deus está mais interessado em nossa relação com ele do que no nosso trabalho. Quando Jesus foi restaurar Pedro ele lhe deu uma lista de coisas para fazer, mas lhe perguntou: tu me amas? A volta para Deus é mais um degrau na estrada da restituição.
A restituição da nossa vida acontece…
3. Quando há uma volta com SINCERIDADE para Deus
“…de todo o coração…” (v. 12)
Há muitos crentes que fazem lindas promessas para Deus depois de um retiro, depois de um congresso, depois de um culto inspirativo, mas logo se esquecem dos compromissos assumidos. O amor deles é como o orvalho, logo se dissipa. Os votos assumidos no altar de Deus, com lágrimas, já são esquecidos no pátio da igreja.
O nosso cristianismo tem sido muito raso. Cantamos hinos de consagração, mas não nos consagramos ao Senhor. Cantamos que queremos ser um vaso de bênção, mas nos omitimos de falar de Jesus.
Pedimos para que Jesus brilhe sua luz em nós, mas apagamos nossa luz imitando o mundo em nosso comportamento. Cantamos “tudo a ti Jesus entrego, tudo, tudo entregarei”, mas retemos os dízimos e as ofertas e fechamos o nosso coração ao necessitado. Honramos a Deus com os nossos lábios, mas o negamos com as nossas obras.
Há aqueles que só andam com Deus na base do aguilhão. Só se voltam para Deus no momento em que as coisas apertam. Só se lembram de Deus na hora das dificuldades. Não se voltam para Deus porque o amam ou porque estão tristes com os seus pecados, mas porque não querem sofrer. A motivação da busca não está em Deus, mas neles mesmos.
O centro de tudo não é Deus, mas o eu. Precisamos nos voltar para Deus pra valer. Deus não aceita apenas uma religião formal, uma reforma exterior, um verniz espiritual. A restituição acontece quando voltamos com sinceridade para o Senhor!
Conclusão:
Não é nós que queremos restituição, é Deus quem quer a nossa vida restituída a Ele. Restituição é recolocar a coisa na mão do verdadeiro proprietário. A nossa vida pertence a Deus, logo, tudo o que somos e tudo o que temos também pertencem a Ele. Só nos resta uma opção: recolocar tudo nas mãos do nosso verdadeiro proprietário! Como isso é possível?
A restituição da nossa vida acontece…
1. Quando há uma volta URGENTE para Deus
2. Quando há uma volta para uma RELAÇÃO PESSOAL com Deus
3. Quando há uma volta com SINCERIDADE para Deus

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